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Nº 2314 | 08 Agosto 2025

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António Pires de Lima é economista e gestor. Diz que não é político e talvez já não o volte a ser, apesar de, entre 2013 e 2015, ter sido ministro da Economia numa fase dramática do país. Tem 62 anos e é ele o CEO do Grupo Brisa, a empresa que gere a maior rede de autoestradas nacionais – uma certeza no caminho para as férias.

O PSI perdeu grandes cotadas e desde 2010 o seu peso no PIB caiu cerca de 9 pontos percentuais, o que demonstra a tendência decrescente da importância do mercado bolsista nacional na economia.

Os homens fortes da banca portuguesa deixaram em Lisboa o Excel, o CET1, o Cost-to-Income e o MREL e entram no ritmo de vida da leitura, do desporto, dos passeios de barco, das praias e dos restaurantes.

Marcelo deu luz verde à venda da TAP, mas antes quis sanar dúvidas sobre procedimentos que possam impugnar a venda da companhia e pediu esclarecimentos ao Executivo. Cautelas de Belém sobre o diploma juntam-se às da lei de estrangeiros, enquanto o chefe de Estado decide se avança com veto ou promulgação com críticas.

A empresa quer tornar o crédito habitação mais acessível a seis mil famílias por ano e duplicar o volume médio intermediado até ao final de 2026. Já investiu cerca de três milhões nesta nova tecnologia.

Portugal já está a receber investimentos avultados de IA, com mais investidores internacionais na calha. Eletricidade renovável e barata e cabos submarinos internacionais são algumas das vantagens lusas, mas falta rede elétrica e uma estratégia nacional.

A tendência é clara: as cadeias globais de hotéis oferecem experiências standardizadas. E depois há os hotéis que se dedicam ao topo da pirâmide. Os preços ultrapassam os mil euros e pedem familariedade e proximidade.

Já arrancou a construção do Surf Parque de Óbidos, um investimento de 25 milhões de euros, que inclui uma piscina de ondas artificiais com tecnologia inovadora.

No edifício Castilho 203, onde Cristiano Ronaldo tem um dos seus apartamentos, o serviço de concierge surge como um facilitador do dia a dia de quem reside em condomínios de luxo, satisfazendo pedidos como reservas de restaurantes, organização de transportes privados ou serviços domésticos.

Verão. Os incêndios não dão tréguas e não é só cá. Poucos saberão, mas na linha da frente do combate aos fogos no mundo há uma empresa portuguesa. A Jacinto faz camiões de bombeiros, fatura 50 milhões e exporta mais de três quartos da produção.

Luz, Alvalade e Dragão preparam-se para uma nova fase na maximização de receitas através dos estádios e seguem uma forte tendência europeia com enorme potencial. Por cá, há que superar o trauma dos mil milhões investidos no Euro 2004, apesar dos custos avultados que persistem.

Milhões em alvos certeiros, táticas eficazes, um treinador que motive os jogadores e uma direção que trabalhe bem o mercado. É conhecida a fórmula para o sucesso mas, em Portugal, contratar um dinamarquês é garantia de títulos. E logo na estreia.

São 57 empresas familiares com mais de dois séculos de atividade, geridas ainda pelas famílias que as fundaram e vão reunir-se em Lisboa.

Desenhado em parceria com o ex-visionário de design da Apple, Jony Ive, o produto chegará em 2026 e poderá transformar a OpenAI numa empresa de biliões.

O lastro do génio de Steve Jobs ainda durou quase década e meia, mas perdeu fulgor. A empresa fatura e vende, mas deixou-se ultrapassar fatalmente pela inteligência artificial.

Os nómadas digitais dinamizam a economia e ajudam a internacionalizar setores estratégicos, mas também enfrentam críticas pelo impacto no mercado imobiliário e no custo de vida.

A criação engendra o criador? A inteligência artificial parece um maratonista de fundo. Treina, resiste e tem ambição. Mas por mais que a ‘máquina’ aprenda, ainda não esgrime palavras ao nível de um tradutor experiente. Falta-lhe sensibilidade para captar as subtilezas da língua literária. Palavra de tradutor.

Carlos Monjardino fez carreira na banca. É um prático, assertivo nas palavras e fino no humor. Cultivou amizades para a vida, como a de Mário Soares. Escreveu uma página da história de Macau no tempo em que foi político. 14 meses que não mudaram o mundo, mas mudaram a sua vida. No regresso a Portugal, tornou-se o rosto da Fundação Oriente, ponte entre civilizações. Concorda que já vivemos no século chinês e quer ver a Índia ‘on board’.

À primeira ameaça, em 2016, a União Europeia tratou de esperar pela morte política de Donald Trump. Funcionou: Joe Biden derrotou-o. Mas Trump ressuscitou ao quarto ano. À segunda ameaça, em 2025, a União está à espera da sua própria morte política. Em princípio, vai funcionar.

Há mais de 100 milhões de chineses acima dos 65 anos de idade. As consequências a todos os níveis – nomeadamente económicas – são potencialmente catastróficas e o regime de Xi Jinping quer alterar esse futuro previsional. Tem 500 milhões de dólares/ano para gastar. Mas há iniciativas levemente estranhas.

A economia angolana quer fervilhar, com novos negócios, investimentos estruturantes e a abertura da economia aos privados. É uma corrida que já começou e que promete
a multiplicação de oportunidades.

A popularidade do Sporting em São Tomé e Príncipe explica-se pela história da libertação do país, sob domínio colonial até 1975. Mais do que um clube desportivo, o Sporting Clube de São Tomé representava a defesa da cultura são-tomense.

Em 14 anos, a carga fiscal aumentou 5,3 pp. Crise financeira e ‘enorme aumento de impostos’ ajudaram. São mais 15 mil milhões que não entravam nos cofres do Estado em 2010. O equivalente às transferências para a Saúde.

Mais do que repetir o mantra do crescimento, fiscalistas defendem uma agenda com ambição estratégica: cortar despesa, redesenhar o sistema de impostos e metas plurianuais de neutralidade fiscal.

2º maior peso no PIB do século foi atingido no ano passado.
Após o forte agravamento de 2013, devido ao aumento de impostos do programa da troika, a carga fiscal manteve uma trajetória ascendente sustentada. Atingido o máximo histórico de 35,9% do PIB em 2022, a tendência deverá ser invertida este ano para 35,2%, menos 5 pp face a 2024, com medidas para famílias e empresas.

O contributo do IRS para a carga fiscal nunca foi tão baixo, atingindo os 6,2%. Mas fiscalistas alertam para os riscos deste alívio: intensifica a dependência em relação ao IVA e ao IRC.

O stock de dívida dos EUA disparou na última década e a lei orçamental de Trump irá agravar este fenómeno. Mas a procura por dólares nos mercados continua forte e sem perspetivas de inverter tão cedo. Analistas parecem mais preocupados do que investidores.

Estão em vigor as novas tarifas globais determinadas pelos EUA. Atingem dezenas de países e variam entre 10% e 41%. A União Europeia será taxada em 15%. Trump quer colher os frutos das novas receitas e ameaça crescimento económico mundial.

Crescimento é a expressão que melhor define o setor do turismo da Madeira ao longo da sua história. Mas não chega. Importa pensar que destino quer ser no futuro. A diferenciação é chave para os hoteleiros.

O turismo dos Açores caminha para um ‘ano de ouro’ em 2025 com receitas no primeiro semestre a aumentarem 11 milhões de euros (mais 10,2%). Um crescimento impulsionado pelos clientes estrangeiros com destaque para EUA, Alemanha e Espanha.

O executivo avançou para uma reforma da legislação laboral para a modernizar. Muitas das propostas são revogações às alterações mais recentes feitas ao Código do Trabalho. As faltas por luto gestacional, a duração dos contratos a prazo e a proibição de recurso a outsourcing após despedimentos são alguns exemplos.

Liberais querem alterações à legislação laboral mais “abrangentes” e uma “verdadeira flexibilização”. O partido vai avançar com propostas para reforçar liberdade contratual, para clarificar o regime de despedimentos e “devolver mobilidade” aos trabalhadores.

A nova sede do Governo, em open space e espaços partilhados, substitui os gabinetes isolados pela proximidade entre os governantes.

Passado o estio, a Natureza inicia o seu processo de regeneração até à primavera. Nós, urbanitas, fazemos o mesmo.
Como? Retomando o ritual de ir ao teatro, à ópera ou a museus e galerias ver exposições. Fazendo a catarse onde a Cultura é rainha, desde jardins a palcos mais convencionais. Das propostas mais contemporâneas às que sugerem outras leituras do passado. Regenerar é também inquietar. É esse o papel da Arte.

Já deu conta que o Japão foi incapaz de produzir um telemóvel que se impusesse no mundo? E tem dificuldades na transição para os veículos elétricos? O país fechou-se, envelheceu e precisa de mão de obra. Problema: os japoneses não gostam de forasteiros.