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"Promotores não conseguem construir aos preços que as famílias conseguem pagar", alerta CEO da APPII
Manuel Maria Gonçalves diz que os promotores querem construir para a classe média, mas que toda a carga burocrática, aliada aos custos de construção são um obstáculo. "A consequência disto é ser impossível construir para vender a 300 mil euros", afirma.
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Transações mediadas pela Century XXI caíram 8% no primeiro trimestre, mas o dinheiro movimentado aumentou 9%. Indicia aumento de preços, claro. Peso dos portugueses aumentou.
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Associação assume desconhecimento sobre qualquer proposta que esteja a ser “cozinhada” em relação ao PAER e alerta para “insuficiências e armadilhas” relativas ao decreto-lei.
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Especialistas defendem que o Estado tem de funcionar como um catalisador da economia e não ter apenas um papel de “mero observador”.
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Ricardo Sousa revela que a procura de casa continua dinâmica, mas avisa que a capacidade de compra das famílias portuguesas de classe média tem de estar abaixo dos 300 mil euros. "Quando vamos acima ou nos aproximamos desse valor, condiciona logo o negócio", afirma, acrescentando que o arrendamento pode ser uma solução, mas que é necessário combater as informalidades deste mercado.
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Valor traduz-se num recorde de 169.812 transações, mas o desequilíbrio entre oferta e procura pressiona o setor. “Torna-se muito difícil construir abaixo de 4.500 euros”, diz o CEO da Porta da Frente.
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