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Nº 2331 | 19 Dezembro 2025
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Miguel Guedes de Sousa, aka Manota, empresário, fundador do JNcQUOI – o rei do turismo de luxo – fala do que sabe: Portugal tem de mudar de estratégia. Já não serve vender barato e ocupar o território, manifestamente exíguo, com uma oferta de fraca qualidade. É preciso equilibrar: em vez de insistir na classe económica, o país deveria expandir a Business, onde está o maior potencial, e ter uma primeira classe bem definida.
Os grandes negócios perspetivados para 2026 prometem pôr Portugal na rota dos destinos de investimento mais competitivos da Europa, seguido com atenção por players internacionais.
As marcas renderam-se aos animais de estimação. O armário dos donos compete com o dos patudos. Um mercado que poderá chegar aos 9,8 mil milhões de euros, em 2035.
Os investidores têm esperança de que o novo ano marque o regresso da liga dos biliões às bolsas, depois de toda a instabilidade e da hesitação. Há uma constelação de estrelas preparada para entrar no mercado.
Mais oferta, menos procura. Negociações entre Ucrânia e Rússia influenciam preços, mas o Kremlin não dá sinais de querer recuar nas suas pretensões territoriais. Já há analistas a preverem que o barril recue 50% para 30 dólares.
Infraestruturas, habitação, redes. Portugal está a investir em obra e isso projeta novas estrelas empresariais, fá-las regressar depois da crise. A Mota-Engil destaca-se. Depois, a Teixeira Duarte. Mas há mais a crescer.
Marca do grupo João Portugal Ramos pesa 20% da faturação, que em 2025 foi de 30 milhões. “Já estão a ser comercializadas
e prestes a esgotar”, diz a diretora de marketing. Em 2026, o plano é dar uma “nova oportunidade ao mercado asiático” e alargar a distribuição nos Estados Unidos.
O domínio das empresas familiares em qualquer economia mundial é inquestionável, com as suas virtudes e os seus desafios.
Solidariedade do setor, apoio dos parceiros internacionais, proteção financeira e resiliência familiar ajudaram o negócio a sobreviver a um incêndio. Ainda sem fábrica vão faturar 47 milhões de euros com a ajuda da concorrência.
A valorização das tecnológicas ligadas à inteligência artificial tem sido o motor das bolsas. Será já uma bola? A resposta vale biliões.
Filipe Tavares Sousa fundou há 15 anos a Sigmetum, empresa que multiplica as plantas autóctones portuguesas para recriar paisagens naturais- durante o seu percurso já fez intervenções na Costa Vicentina, ria Formosa, Douro, Tróia e Guincho. A construção destes jardins sustentáveis pode variar entre os cinco mil e os 300 mil euros.
Mais receitas, dormidas e visitantes. 2025 foi um ano de recordes, que o setor quer ver replicados em 2026, com valores superiores. Mesmo com as dores de crescimento identificadas e as limitações do eterno problema do aeroporto.
Se fosse dado a cartões de visita, teria gravado “compositor”. Tudo o mais vem em segundo lugar. Sendo que esse “tudo o mais” não é nada despiciendo. Maestro, pianista, escritor, ator, realizador, professor. António Victorino D’Almeida é tudo isso e uma mão-cheia de boa disposição. Mente criativa e fervilhante, também deixou a sua marca na televisão e na rádio. Recebeu o JE na sua casa e reservou-nos uma surpresa muito especial.
Foi uma jogada de que ninguém estava à espera: a poucos dias de voltar a ser eleito, o republicano Donald Trump tratou de passar a dirigir-se ao Canadá como o 51º Estado dos Estados Unidos
Numa altura em que Donald Trump todos os dias dinamita um pouco mais a ordem internacional herdeira da II Guerra Mundial, vale a pena seguir com atenção a comemoração dos 250 anos da independência dos Estados Unidos. Provavelmente, ali vão encontrar-se respostas a algumas das inquietações geopolíticas atuais.
As eleições intercalares são cruciais para a segunda parte do mandato, mas também para avaliar se o trumpismo existe mesmo ou é um mito urbano.
A FIFA já tentou tudo, mas não há forma de fazer com que o futebol entre no coração dos norte-americanos. Se não vai a bem, vai a mal: Infantino cobre Trump de elogios, prémios e distinções. Um jogo chamado “Trumpball”.
Eslovénia, Hungria, Suécia e Letónia são, na Europa, os países com eleições marcadas para 2016. O bloco tenta escapar, aparentemente com pouco sucesso, ao crescimento da extrema-direita. Fora da Europa, Israel e Brasil estão no centro das atenções.
Investimento em infraestruturas, projetos estruturantes, abertura ao estrangeiro e ao setor privado. O novo aeroporto internacional é um símbolo disto, uma ajuda para que a economia acelere.
Só o encaixe do IVA representa 8,7% do PIB, com os consumidores a pagarem hoje mais 5.110 milhões deste imposto do que em 2022, ano em que a receita do IVA somava 21.055 milhões e que, em 2025, ascende a 26.165 milhões.
O declínio do dinheiro físico e uma economia cada vez mais digital levaram o BCE a avançar com o projeto, mas as dúvidas e críticas têm-se acumulado. Banca teme perda de receita e estabilidade, cidadãos veem lacuna de privacidade sem ganhos claros.
Portugal sobe dois lugares no Índice de Competitividade Fiscal. Pela primeira vez em anos, há sinais de correção de rumo. Mas ainda é o 6.º pior entre os 38 países da OCDE. Permanece na cauda da Europa. Os desafios persistem, sobretudo na tributação das empresas.
A inflação e o défice orçamental são os dois grandes desafios da Bulgária, num contexto em que a dívida pública é um dos melhores indicadores do país.
Mas, repentinamente, acusado de não conseguir controlar a corrupção, o primeiro-ministro renunciou. Há eleições algures em janeiro.
Desde a entrada na UE (então CEE), há 40 anos, Portugal viu grandes eventos internacionais, a chegada do euro, uma crise financeira, a pandemia e um longo período de austeridade que, para alguns, nunca terminou. O país é agora um caso de estudo macro na Europa, mas subsistem dificuldades para o cidadão médio e fragilidades económicas.
O País é um dos menos generosos do mundo e as doações representam apenas 0,45% do rendimento disponível. Em 2024, cada português doou, em média, 30 euros.
Portugal subiu cinco posições na categoria de rendimentos individuais, à boleia do corte de taxas de mais-valias e do IRS. Mas ainda permanecem fragilidades estruturais do imposto, como um número elevado de escalões.
Aos imigrantes tem sido atribuído um maior dinamismo do mercado laboral.
Após anos de deterioração das contas públicas, com um acréscimo contínuo da despesa com administração pública, autoestradas e grandes eventos.
Se já fossem Presidentes da República, o que diriam os candidatos ao mais alto cargo da Nação na mensagem de Natal? Marques Mendes, Gouveia e Melo, Cotrim Figueiredo, António José Seguro, Catarina Martins, Jorge Pinto e António Filipe respondem ao desafio do JE.
Portugal estava no auge do otimismo e o consumo privado cresceu: dispararam as vendas de casas, carros e eletrodomésticos.
O principal risco para a economia portuguesa é a execução da “bazuca” até agosto. O país sai de 2025 com confiança fortalecida, depois do reconhecimento lá fora, mas 2026 tem uma grande empreitada.
Vivemos cada vez mais tempo. Uma criança nascida em Portugal em 2024 tem uma esperança média de vida de 81,49 anos. A longevidade faz aumentar os gastos com pensões e saúde, mas também gera toda uma economia que pode e deve ser explorada.
Entre nós e fibras, a tradição dos pescadores transforma-se em tapetes de luxo, exportados para os mercados mais exigentes e apreciados por arquitetos e designers de interiores internacionais.