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Negócio - Os jardins selvagens são sexy

Filipe Tavares Sousa fundou há 15 anos a Sigmetum, empresa que multiplica as plantas autóctones portuguesas para recriar paisagens naturais- durante o seu percurso já fez intervenções na Costa Vicentina, ria Formosa, Douro, Tróia e Guincho. A construção destes jardins sustentáveis pode variar entre os cinco mil e os 300 mil euros.

Quem não gosta de um jardim? Seja em casa ou num jardim público. Para apanhar sol, para piquenicar, para passear ou fazer almoçaradas de verão com os amigos. Mas o que torna belo estes jardins? Serão as flores exóticas? Ou basta as flores autóctones?
Por considerar as últimas importantes, Filipe Tavares Soares, arquiteto paisagista de formação, decidiu trabalhar com estas espécies e criou a Sigmetum. Esta empresa, pioneira dedica-se à recolha, produção e comercialização de plantas autóctones da flora portuguesa.
A ideia não surgiu do nada. Depois do curso, Filipe Tavares Soares trabalhou num ateliê, onde foi confrontado com “um mercado que não tinha oferta de plantas autóctones”, refere ao Jornal Económico (JE).
“Após alguns anos de experiência, que foram importantes, como arquiteto paisagista, em parceria com a empresa do meu pai, iniciámos um projeto em que o objetivo era, efetivamente, começarmos a produzir espécies da flora portuguesa”, explica.
O que começou pela recolha e por técnicas experimentais para propagar esta vegetação, avançou para uma parceria com um viveiro em Espanha para a integração de um viveiro no Instituto Superior de Agronomia e para a inserção da Sigmetum numa incubadora de empresas ligadas à inovação.
Nos primeiros tempos, a empresa dedicava-se a saídas de campo para “identificar as espécies na paisagem, onde é que estas existem, e para perceber o seu potencial”, revela.
Mas porque é que estas espécies são tão importantes? Principalmente porque “são as espécies que sempre existiram no território. Estão adaptadas às circunstâncias, às condições climáticas de uma determinada zona”, explica.

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