Portugal caiu numa situação periclitante: dívida pública crescente, desemprego também, défices orçamentais crónicos acima de 3%, deterioração do défice externo e crescimento fraco. Este cenário valeu ao país a entrada no grupo dos PIGS, acrónimo pejorativo que juntava Portugal a Itália, Grécia e Espanha como os piores casos orçamentais europeus. O rating da dívida portuguesa foi consecutivamente cortado pelas quatro agências de referência até ser considerado ‘lixo’ por todas, empurrando o Estado para a pré-falência, incapaz de pagar salários.
Austeridade, os anos da troika e a queda do BES
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Após anos de deterioração das contas públicas, com um acréscimo contínuo da despesa com administração pública, autoestradas e grandes eventos.