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Nº 2353 | 05 Junho 2026
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A tendência é uma certeza. Não há volta a dar. E Portugal quer ter um papel relevante a desempenhar, criando rotas verdes e apoiando-se no histórico que tem.
A corrida aos combustíveis verdes para o setor marítimo já zarpou, mas sem consenso sobre qual rota seguir. Entre maturidade tecnológica e riscos, o hidrogénio vence.
O presidente do Fórum Oceano considera que a economia azul tem evoluído em Portugal,
mas que ainda há muito a fazer para que se afirme claramente no contexto económico e se transforme num motor para o crescimento. Excesso de burocracia, escassez de talento, incentivos desalinhados e falta de modernização das infraestruturas continuam a fazer com que não aproveitemos todo o potencial do mar.
O cenário mais plausível continua a ser uma apreciação gradual do renminbi, gerida pelas autoridades chinesas.
São as três não cotadas mais valiosas do mundo. Preparam a entrada no mercado de capitais, pulverizando recordes. Tudo nos Estados Unidos. São avaliadas em nove vezes o PIB português. Colossos.
Hotelaria revela um sentimento de pessimismo em relação às taxas de ocupação, mas a Confederação do Turismo confia na robustez e competitividade da indústria.
O crescimento pressiona a gestão. Inês Drumond alerta para a necessidade de transparência, porque a confiança é a base do negócio.
Com 650 lojas associadas a rede de comércio de proximidade, já conseguiu ter uma faturação superior a 500 milhões de euros.
A terra batida francesa já viu grandes embates e jogos decididos ao detalhe. Mas este é outro jogo e põe tudo em causa, porque no centro está a remuneração das estrelas que fazem com que exista espetáculo.
Depois da forte aceleração da execução do PRR, que chegou a 98%, através dos instrumentos de capital, vem aí o fundo de fundos focado na capitalização do tecido empresarial.
O Eurofighter Typhoon é o terceiro caça na corrida para substituir os F-16. Consórcio da Airbus defende compras europeias num momento de tensão com Washington.
O mercado de fusões e aquisições transfronteiriças de seguradoras está em grande dinamismo. O gigante alemão de seguros está prestes a comprar a portuguesa Caravela.
Plano prevê construção de nove centrais solares com baterias. Mas os atrasos nos apoios e a burocracia merecem muitas críticas. Duras. Asregras de licenciamento no país estão “desatualizadas” e são penalizadoras.
A empresa portuguesa está a transformar o negócio através de um modelo de subscrição sem investimento inicial.
O grupo de têxtil dinamarquês quer chegar às 22 lojas até o final do próximo ano e prepara o lançamento de uma nova marca no mercado português, de moda urbana.
Além dos colossos outras empresas preparam a sua entrada em bolsa. É o caso das fintech Revolut e Stripe.
Fundada pelo milionário francês Claude Berda, e em Portugal desde 2016, a promotora já investiu 1,3 mil milhões. Tinha mais ideias à espera de concretização, mas nos últimos meses deu uma volta de 180º. Trocou o CEO e mudou a filosofia à procura de maior rendibilidade.
Há 80 mil portugueses a viajar em cruzeiros no Mediterrâneo, Caraíbas, Bahamas e até no Alasca. O hantavírus parece não ter beliscado o negócio e alguns pagam 25 mil euros por noite numa suíte com mordomo 24 horas por dia. As empresas continuam a investir em luxo, novos destinos e superiates de última geração.
As autoridades francesas escolheram uma equipa internacional de arquitetos para fazer ‘renascer’ o museu mais visitado do mundo. Solução para acolher até mais 3 milhões de visitantes. E para deixar a Mona Lisa respirar.
Surfar a crista da onda é mais do que uma expressão. É uma forma de estar. Foi a pensar nisso que a Longchamp convidou o Shapers Club para criarem uma edição ultralimitada de pranchas de surf. Com muito estilo.
A afirmação do título não é dita de ânimo leve. É uma forte convicção de José Teixeira, presidente do DST Group, sediado em Braga,
que imaginou o Muzeu. Um espaço aberto ao pensamento, à arte contemporânea e “a todos os realistas e utópicos.”
A CEO da Siemens Portugal não esconde o entusiasmo pelas mudanças e velocidade que a Inteligência Artificial está a imprimir à vida de todos. Nesta conversa com o JE partilhou ainda como a influência familiar moldou a sua forma de gerir.
O Centro Presidencial Obama tem inauguração prevista para dia 19 de junho. E já tem o rótulo de um dos projetos mais controversos da memória política recente dos Estados Unidos.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir André Müller, tem grandes expectativas para o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Tem como objetivo continuar a abrir mercados. Portugal tem um papel, mas também os PALOP estão na mira.
O Brasil registou, pelo terceiro ano consecutivo, um recorde de exportações de fruta. A estratégia é articulada com a Apex,
que tem desempenhado um papel determinante na aproximação de produtores e exportadores.
O partido do atual primeiro-ministro, Nikol Pashinyan, segue folgadamente à frente nas sondagens, apesar de tantos apoios externos e das reticências da Rússia.
A ideia não pode ser mais simples:o que é africano deve ser usado no desenvolvimento de África. A sua implementação é mais difícil, mas o banco tem pistas sólidas sobre como o conseguir.
Os ‘sábios alemães’ cortaram significativamente a sua projeção de crescimento da maior economia europeia para este ano, apontando a apenas 0,5% de avanço face a uma crise estrutural ainda premente aliada às perturbações geopolíticas globais geradas pelo conflito no Médio Oriente.
Organização aponta agora a 2,8% de crescimento global este ano e 1,8% em Portugal, mais inflação e riscos financeiros com guerra no Médio Oriente. Mas o cenário pode ser ainda pior, avisa.
É um dos mais influentes constitucionalistas nacionais. Mais do que isso: é um intelectual que pensa o mundo através do direito e não vive enclausurado na bolha académica. Na semana passada apresentou o livro “A Constituição Fluida”, reflexão sobre as transformações culturais políticas e jurídicas do mundo de hoje. Blanco de Morais tem horror a eufemismos. Num país cada vez mais pardo, ele defende ideias próprias e explica-as com metáforas jupiterianas.
IA é cada vez mais inescapável e tem ajudado a monitorizar inflação, mas o investimento desmedido no setor traz riscos ao sistema caso os ganhos não sejam os esperados.
O peso do turismo nas exportações totais foi, em 2025, o maior dos últimos 50 anos. Patrões do setor e da indústria estão alinhados no diagnóstico: economia precisa de maior diversidade. Cerne da questão está na produtividade e nos rendimentos. Ex-ministro desvaloriza.
Três médicos estão a desenvolver software para a saúde. Usando IA lançaram um produto que promete reduzir tempos de espera nas urgências e duplicar o das equipas nas cirurgias.
Portugal fica no limite do referencial da Comissão para a despesa líquida e Bruxelas quer mais urgência no PRR, sobretudo em áreas mais problemáticas como a saúde, energia, pensões e habitação.
À semelhança da cláusula para investimentos em defesa, a Comissão alargou esta medida à transição verde, argumentando que a independência energética é crucial para a segurança da Europa.
A questão já se tinha colocado aquando da guerra da Ucrânia, em 2022, e volta agora com o conflito no Irão: beneficiará Portugal de uma vaga de turistas que, em condições normais, se encaminharia para os países do Médio Oriente?
Em 1997, a Kodak empregava cerca de 140 mil pessoas e dominava uma indústria global construída sobre película fotográfica. Em 2026, a Nvidia vale centenas de vezes mais do que a Kodak alguma vez valeu, tendo menos de metade dos empregados da Kodak, e produz algo que, há apenas duas décadas, dificilmente seria considerado um ativo económico: inteligência computacional.
Quando a II Guerra Mundial chegou ao fim e muitas mulheres tiveram de voltar a casa, porque os soldados regressaram aos seus empregos, a matemática Grace Hopper, uma das pioneiras da programação informática, manteve-se a fazer cálculos na Marinha americana, como se pode ler no livro “Os Visionários”, de João Pedro Pereira.