É na entrada das empresas em bolsa que os investidores têm a sua oportunidade para transformar as suas apostas em dinheiro. Até essa altura, com o capital fechado, a avaliação dos negócios é feita por poucos. Depois, é o mercado a falar.
A preparar ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla inglesa), estão outros protagonistas relevantes, ainda que com avaliações substancialmente inferiores face aos colossos SpaceX, Anthropic ou OpenAI.
A entrada em bolsa do banco digital Revolut é a mais aguardada. Está avaliado em 75 mil milhões de dólares (cerca de 64,4 mil milhões de euros), valor quase idêntico ao espanhol BBVA e que supera em 10% ou 15% o dos britânicos Lloyds ou Barclays. O maior privado português, o BCP, vale cerca de 14 mil milhões de euros. Mas os analistas consideram que a chegada ao mercado pode quase triplicar o valor do Revolut, para perto dos 200 mil milhões de dólares (173 mil milhões de euros), ao nível do HSBC, o maior banco europeu.
Na área das fintech, ainda a Stripe, rede de pagamentos digitais avaliada em 160 mil milhões de dólares (136 mil milhões de euros) e a plataforma de criptoativos Kraken, com um valor máximo de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros).
No crescente mundo da inteligência artificial, cloud e dados, perfila-se a Databricks, avaliada em 134 mil milhões de dólares (115 mil milhões de euros). Na defesa e armamento autónomo, a Anduril, que valerá 61 mil milhões de dólares (52,5 mil milhões de euros).
Todas estas têm por base os Estados Unidos da América, com exceção da Revolut, britânica, mas que pretende estar cotada na bolsa norte-americana. Sinal da diferença de contexto para o desenvolvimento de negócios entre os dois lados do Atlântico.
Mais corredores para tocar o sino em Wall Street
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Além dos colossos outras empresas preparam a sua entrada em bolsa. É o caso das fintech Revolut e Stripe.