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Na primeira parte deste ensaio (artigo anterior publicado) procurei responder a uma pergunta essencial: que economia emerge quando a tecnologia começa a alterar as próprias relações entre trabalho, produção, inteligência, escala, escassez e valor?
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Este ensaio é publicado em duas partes. A primeira analisa as ruturas económicas associadas à emergência da Economia Quântica; a segunda aborda a convergência tecnológica que as torna possíveis e as acelera, e os novos desafios de estratégia, liderança, segurança e governação daí resultantes.
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Em 1997, a Kodak empregava cerca de 140 mil pessoas e dominava uma indústria global construída sobre película fotográfica. Em 2026, a Nvidia vale centenas de vezes mais do que a Kodak alguma vez valeu, tendo menos de metade dos empregados da Kodak, e produz algo que, há apenas duas décadas, dificilmente seria considerado um ativo económico: inteligência computacional.
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Durante décadas acreditámos que a tecnologia evoluía a um ritmo elevado, mas ainda assimilável.
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