“Tenho sempre sérias dúvidas de que uma guerra possa ter efeitos positivos seja qual for o setor”, responde Francisco Calheiros, porque “a perda de vidas e a destruição de territórios e das economias não representam benefícios”.
Ainda assim, “no caso do turismo, é evidente que as zonas envolvidas no conflito sofrem uma exposição maior: no Médio Oriente — Dubai, Catar, Israel, Irão, etc —, os investimentos em turismo são claramente afetados e a procura desloca-se para outros destinos”, reconhece o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP). “Portugal poderá receber alguma dessa procura”.
Só que depois há o outro lado da moeda: “Em contrapartida, [Portugal] também irá sofrer os efeitos negativos como o aumento do preço dos combustíveis, perturbação nas ligações aéreas, a perceção de insegurança e uma maior contenção no planeamento de férias”, afirma Francisco Calheiros ao JE.
Guerra? Portugal pode ter “alguma procura” a mais, mas “irá sofrer os efeitos”
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A questão já se tinha colocado aquando da guerra da Ucrânia, em 2022, e volta agora com o conflito no Irão: beneficiará Portugal de uma vaga de turistas que, em condições normais, se encaminharia para os países do Médio Oriente?