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Thales aumenta efetivos em 50% para se consolidar em Portugal

Empresa conta com cerca de 400 colaboradores e quer mais 200. Crescimento de centros de engenharia e das operações nos serviços partilhados criaram 100 novos empregos em dois anos.

A Thales quer consolidar Portugal como um polo de competências estratégicas em várias áreas tecnológicas e de serviços. Para o conseguir precisa de pessoas. A fasquia para este ano aponta a pelo menos mais 200 contratações, de acordo com o plano estratégico de captação de talento do grupo para 2026.
O número, a ser atingido, representa um aumento de 50% no corpo atual de efetivos, que totaliza já cerca de quatro centenas de colaboradores. Só nos últimos dois anos foram recrutados 100 para acompanhar o crescimento dos centros de engenharia e das operações nos serviços partilhados.
“Este crescimento demonstra a confiança da Thales em Portugal enquanto destino estratégico para talento tecnológico”, diz Sérgio Barbedo, CEO & Country Director da Thales em Portugal, ao Jornal Económico (JE). As equipas da Thales atuam no aeroespacial, defesa naval, gestão de tráfego aéreo, cibersegurança e em diversos serviços partilhados para a Europa, incluindo financeiro, compras e recursos humanos.
Cá, a empresa está sediada na Quinta da Fonte, em Paço de Arcos, concelho de Oeiras, onde opera, entre outros, dois centros de excelência em engenharia: um centro de engenharia naval e um dedicado a sistemas de gestão de tráfego aéreo.
Ao nível do talento, uma equipa especializada em recrutamento, seleção e employer branding, promove as suas oportunidades nas redes sociais, eventos do setor tecnológico e plataformas internas do grupo. Outra via cultivada pela empresa com vista à captação de recursos humanos são as parcerias com universidades, sobretudo com as escolas de Engenharia, principal fonte da massa cinzenta que emprega. A participação regular em feiras tecnológicas e iniciativas académicas facilita o contacto direto com novos talentos.
“O mercado é hoje altamente competitivo, especialmente no domínio tecnológico. A procura por perfis especializados — em particular nas várias áreas de engenharia — é muito elevada, o que reforça a importância de investir simultaneamente na atração e na retenção de talento qualificado”, afirma.
O gestor disse recentemente ao JE, que o francês é, em muitos casos, um critério valorizado nos recrutamentos, mas não eliminatório. Na altura explicou: “Como grupo multinacional com forte presença em França, existem projetos — sobretudo em serviços partilhados, gestão de clientes internos e determinadas áreas de apoio central — onde o domínio da língua francesa constitui um fator diferenciador e, em algumas funções específicas, um requisito funcional”.
Na Thales, o idioma oficial do grupo é o inglês, sendo esta a língua de trabalho predominante, sobretudo nas áreas de engenharia, desenvolvimento tecnológico e projetos internacionais.
“Se Portugal continuar a apostar na captação de talento e na valorização das competências técnicas e linguísticas, empresas como a Thales continuarão a crescer, a investir e a reforçar o seu contributo para a economia nacional”, adianta.
O grupo francês, que se instalou em Portugal em 1988, construiu ao longo destes anos um polo de competências estratégicas em várias áreas tecnológicas e de serviços.
Sérgio Barbedo defende o papel estratégico do país nas indústrias globais de defesa e aeroespacial e tem a perspetiva de que mais do que um fornecedor de produtos, o país pode destacar-se pelo seu brainware – o talento e conhecimento dos seus engenheiros, que desenvolvem tecnologia de ponta para sistemas críticos. A partir de Portugal para o mundo. 
“As funções que desenvolvemos em Portugal – salienta – são de elevado valor acrescentado e fortalecem as capacidades de engenharia e tecnológicas do país, permitindo que as nossas equipas participem e liderem projetos internacionais de referência”.
Este modelo conjuga o melhor dos dois mundos: permanecer em Portugal, com toda as vantagens conhecidas, do clima à gastronomia, e trabalhar num contexto verdadeiramente global, contribuindo para soluções aplicadas em todo o lado.

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