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Luxo já vê a luz da recuperação ao fundo do túnel

LVMH e Kering fecharam ano com menos vendas, mas esperam melhorias enquanto que Richemont e Hermès crescem e os investidores respondem bem.

setor do luxo continua na sua travessia no deserto, com 2025 a ser marcado por quedas nos principais indicadores. Mas as perspetivas apontam para o surgimento de uma luz ao fundo do túnel para alguns dos operadores neste setor económico.
Em 2025 a LVMH reportou uma queda de 5% nas suas receitas, face ao ano anterior, para os 80,8 milhões de euros. O lucro operacional caiu 9% para os 17,7 mil milhões de euros e o lucro líquido deslizou 13% para os 10,8 mil milhões de euros.
Contudo a LVMH acabou por ver crescimentos em alguns dos mercados em que opera. “A Europa registou uma quebra no segundo semestre do ano, enquanto os Estados Unidos apresentaram crescimento, beneficiando da forte procura interna. O Japão apresentou uma queda face a 2024, ano que tinha sido impulsionado pelo crescimento dos gastos com turismo devido à desvalorização significativa do iene. O resto da Ásia apresentou uma melhoria notável das tendências face a 2024, com um regresso ao crescimento no segundo semestre do ano”, salientou o grupo nos seus resultados de 2025.
Na Kering verificou-se uma quebra de 13% nas receitas, de 2025, face ao ano anterior, para 14,6 mil milhões de euros, o lucro operacional desceu 33% para os 1,6 mil milhões de euros, e o lucro líquido afundou 94% para os 72 milhões de euros.
“O crescimento homólogo foi negativo em todos os quatro trimestres do ano, embora se tenham registado melhorias sequenciais no terceiro e quarto trimestres”, referiu a Kering. O desempenho melhorou no terceiro trimestre (receita desceu 6% em relação ao ano anterior em termos comparáveis), particularmente no América do Norte e na Europa”, acrescentou o grupo.
Quanto à Richemont que já reportou contas para o seu terceiro trimestre do ano fiscal apresentou um crescimento de 5%, nas suas vendas, nos primeiros nove meses do ano, para os 17 mil milhões de euros, em taxas reais. Quanto ao terceiro trimestre todos os seus mercados cresceram face ao ano anterior, com excepção da Ásia Pacífico que quebrou 2%. Na Europa e nas Américas a subida foi de 6%, No Japão o crescimento foi de 7% e no Médio Oriente-África a subida foi de 12%.
A Hermès reportou um crescimento de 5% nas suas vendas para os 16 mil milhões de euros, para o ano de 2025, face ao período homólogo. O lucro operacional aumentou 7% para os 6,6 mil milhões de euros e o lucro líquido subiu 5% para os 4,5 mil milhões de euros.
No final de dezembro de 2025 a Ásia, excluindo o Japão, cresceu 5%, e o Japão teve uma subida de 14%. As Américas apresentaram uma subida de 12%, e a Europa cresceu 11%, enquanto que nos “outros” mercados, que inclui sobretudo o Médio Oriente, a subida foi de 15%.

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