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InPost quer liderar mercado até 2030

Fundada em 2006 na Polónia, a empresa que se dedica à entrega de encomendas ao domícilio e fora de casa acaba de inaugurar um novo hub logístico em Madrid.

Dedicada a entregas ao domicílio e out-of-home (OOH) a empresa polaca InPost tem como objetivo tornar-se líder no mercado das encomendas na Península Ibérica em 2030.
Para atingir essa meta fez uma aposta num novo hub logístico, em Madrid, agora inaugurado, no qual tem capacidade para gerir 20 mil encomendas por hora para 86 destinos em simultâneo.
Numa altura em que o setor está a atravessar uma fase de transformação intensa, a InPost continua a apostar em soluções OOH, como é o caso dos cacifos (lockers) inteligentes, que são considerados pelo presidente executivo (CEO) da InPost Ibéria, Marc Vicente, como um “motivo de orgulho”.
Este setor tem evoluído “para um modelo mais inteligente, flexível e sustentável, impulsionado sobretudo pelo crescimento do comércio eletrónico”, explica Marc Vicente ao Jornal Económico.
Apesar do objetivo definido para o mercado ibérico, este não é o maior mercado da empresa,. É na Polónia que regista o maior volume de encomendas, tendo atingindo no último trimestre de 2025 os 220,2 milhões de envios.
Contudo, existe uma tendência de crescimento na Península Ibérica, sendo que este ano a empresa vai “acelerar” o seu crescimento com mais cacifos.
Em Portugal, o setor logístico “mantém uma procura sólida”. É um “mercado dinâmico, embora com alguma moderação após os picos de crescimento dos anos anteriores”, refere Marc Vicente.
A empresa conta com quase 500 lockers no mercado nacional e com 1.970 Punto Pack, “o que nos permite oferecer uma cobertura ampla e capilar em todo o país”, afirma.
O CEO destaca que Portugal sobressai “pela sua posição geográfica estratégica na fachada atlântica, o que o torna um ponto-chave para ligações entre a Europa, a América e África. Além disso, o desenvolvimento de infraestruturas modernas e sustentáveis está a impulsionar a competitividade do país como hub logístico”.
Considerado como um mercado estratégico, a empresa vê Portugal com “grande potencial de crescimento dentro da Península Ibérica”. “É um país onde o comércio eletrónico continua a evoluir, os hábitos de entrega estão a mudar e existe uma oportunidade real para consolidar modelos mais eficientes e sustentáveis, especialmente em soluções fora do domicílio, como lockers e Ponto Pack”, diz.
Os objetivos da empresa para o nosso país passam pela contínua expansão e densificação da rede.
Depois de um 2025 com crescimentos e duplicação do número de cacifos na Península Ibérica, a empresa encara o novo ano como um “momento-chave para acelerar a sua proposta de valor”.
Sobre a mais recente aquisição, a compra da InPost por um fundo de capital de risco, Advent, e um consórcio, que inclui a empresa norte-americana FedEx, por 7,8 mil milhões de euros, o CEO explica que as duas empresas vão celebrar “acordos comerciais em condições de igualdade, permitindo que ambas beneficiem das suas forças complementares e de uma visão partilhada”.
“A FedEx e a InPost não irão integrar as suas operações, mantendo-se como concorrentes independentes nos seus respetivos mercados e segmentos”, explica ao JE.

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