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“Projeto tem capacidade para gerar valor económico para a cidade”

Presidente da autarquia barreirense mostra-se satisfeito pelo aparecimento de investidores. “Projeto veio ao encontro do nosso desejo”, diz Frederico Rosa.

Quem também está totalmente a favor da reativação da antiga fábrica da SGL/Fisipe é o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, que olha para aquele espaço “com um potencial enorme” para poder fazer o que sempre fez desde a sua inauguração em novembro de 1976.
“Gerar atividade económica e criar emprego”, diz ao JE Frederico Rosa, recordando que a autarquia esteve em negociações no ano passado com a Administração do Porto de Lisboa para ficar com a gestão dos terrenos, de forma a que estes não ficassem ao abandono.
“Quando se anunciou que a SGL/Fisipe ia fechar, o nosso objetivo foi primeiro mostrar que se mais ninguém quisesse a câmara estava na disposição de tomar conta daqueles terrenos e irmos nós à procura de investidores para poder ativar aquele território”, afirma.
Por outro lado, adianta que o passo seguinte seria o de sinalizar aquele território como uma área de vocação empresarial, económica, industrial.
“Quando soubemos que havia investidores com um projeto para reativar a fábrica, para que aquele terreno pudesse voltar a ter ali a sua atividade e outra vez emprego, ficámos satisfeitos... porque aquele território tem capacidade para gerar valor económico e riqueza para a cidade”, sublinha.
O autarca assume que “este projeto veio acima de tudo ao encontro do nosso desejo”, dado que havia o risco daquele território ficar abandonado, à semelhança do que acontece em outras zonas da cidade.
“No Barreiro já temos uma área muito grande das antigas fábricas da CUF sem atividade e obviamente que temíamos que isso pudesse ocorrer com aquele espaço”, salienta.
Por isso o projeto, mais do que o reaparecimento do SGL e da antiga Fisipe representa para a autarquia a criação de emprego, com capacidade para gerar riqueza, mas também esperança na população.
“Olharmos para gente interessada em investir, em criar postos de trabalho e voltarmos a ter a Fisipe como um parceiro importante da cidade e também do país vai voltar a criar esperança às pessoas”, refere.
O autarca relembra que aquando do encerramento da fábrica houve um sentimento de desânimo e que a perspetiva de reabertura vai ajudar do ponto de vista social.
“As pessoas vão voltar a dizer afinal isto vai renascer com força e vamos ter outra vez postos de trabalho”, sublinha.
Esta reativação é também um sinal de vitalidade de uma cidade que tem prevista a construção da terceira travessia do Tejo e com isso gerar postos de trabalho, que posteriormente vai levar a mais habitação na cidade.
“O equilíbrio entre habitação, espaços para qualidade de vida, cultura, associativismo e emprego é vital. E aquela é uma zona de emprego, não tenho dúvidas disso”, afirma.Por agora, o autarca aguarda que o processo burocrático entre os investidores e a Administração do Porto de Lisboa seja concluída com sucesso. “Estamos na expectativa de perceber também os próximos passos do projeto e esperar que este processo administrativo se desenrole para finalmente podermos ter outra vez as coisas a andar”, conclui Frederico Rosa.

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