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Distribuição diz que guerra trouxe danos irreversíveis” para as empresas

Distribuição : O diretor-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, diz que é inevitável o aumento dos preços dos alimentos quando os custos com a energia também aumentaram. E sublinha a perda de competitividade face a Espanha.

A meio da semana chegou um aparente alívio nas economias mundiais com o cessar-fogo na guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão. E com isso a expectativa de uma descida dos preços da energia. Contudo, para as empresas portuguesas de distribuição e retalho, os danos causados por mais de 40 dias de guerra “são irreversíveis e não desaparecem de um dia para o outro”, diz Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED).
Ao JE recorda que esta pausa na guerra é importante e positiva, pela paz e para melhorar os níveis de confiança das pessoas e para os efeitos que tem nos mercados e no preço do petróleo. Mas o tempo que se prolongou teve efeitos assinaláveis. “Tivemos quase um mês de operações das empresas com custos de energia significativos e perda de competitividade face a Espanha, e isso é irreversível”.
Para este responsável é melhor ter tréguas do que não ter, mas sinaliza a preocupação com a situação das empresas. Março foi difícil e em abril haverá outro tipo de consequências. “É inevitável que existam aumentos de preços, e tendo os nossos fornecedores e parceiros que suportar o aumento dos custos, irão passá-los para nós, e nós temos que ou os acomodar esmagando cada vez mais as nossas margens ou, não havendo outra hipótese, transferir esse aumento de custo para o valor final dos produtos”.

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