Foi um objetivo “ambicioso”, mas que acabou por ser alcançado. No último ano, a portuguesa Delivery Express, empresa logística de entregas rápidas last-mile registou um aumento das suas receitas em 51%, para um total de 7,3 milhões de euros.
“Trabalhámos nos vários trimestres para conseguir atingir esse objetivo”, diz em declarações ao Jornal Económico (JE), Francisco Castanheira, CEO da Delivery Express.
Uma estratégia que refere foi ultrapassada com sucesso, tendo por base três fatores: em primeiro lugar “um aumento significativo” por parte dos clientes já existentes e um trabalho de upselling [vendas mais sofisticadas de produtos] junto dos clientes, sobretudo no e-commerce.
Em segundo, a entrada de novos clientes e também um trabalho a nível comercial, para “conseguirmos angariar novas operações”.
O terceiro ponto também fundamental para a empresa deveu-se a uma melhoria que implementou na sua capacidade operacional, que permitiu também dar uma maior eficiência logística. “Conseguimos também fazer mais entregas com menos meios”, afirma.
Para 2026, os objetivos passam por crescer o volume de receitas para os nove milhões de euros, aumentar o número de colaboradores, que em 2025 subiu 50%, para 250 e ter uma frota superior a 300 veículos, dos quais 25% totalmente elétricos.
“Vão representar mais ou menos cerca de 40 a 50 veículos. Neste momento temos 280. E o objetivo é. até 2030, ter 75% da nossa frota totalmente eletrificada”, explica.
A transição para veículos elétricos ganha ainda maior preponderância, numa altura em que os preços dos combustíveis não param de aumentar.
“No setor logístico existem algumas flutuações no preço do petróleo e obviamente que isto é muito relevante para nós, tendo em conta agora o que se está a passar no Médio Oriente. As empresas de logística estão habituadas a trabalhar com estes ciclos de variação”, sublinha.
Toda esta estratégia acaba por derivar, de acordo com o CEO, com o aumento estrutural do e-commerce, a distribuição que está a acontecer a nível nacional e a capacidade da empresa em conseguir expandir-se geograficamente.
“Estamos em 48 localidades de norte a sul e queremos estar presentes em 14 distritos até ao final de 2026. Temos zonas em que ainda não operamos e queremos crescer para as poder explorar”, refere.
De resto, o e-commerce já é uma das principais fatias de distribuição da Delivery Express, com um peso de entre 30 a 40%.
“Prevemos triplicar nos próximos três anos. Vamos trabalhar para isso”, realça, dando conta de que este é um setor no qual Portugal tem vindo a ter um crescimento bastante acentuado, a dois dígitos ao ano.
“As previsões para 2026, 2027 e 2028 são de triplicar esses números face aos últimos cinco anos”, diz.
Para Francisco Castanheira, o desafio é conseguir que “todos juntos”, ou seja, todas as empresas do ramo que operam na distribuição nacional consigam criar uma capacidade operacional para conseguirem responder a este crescimento, que irá continuar a acontecer nos próximos anos.
O CEO pretende também uma maior aposta na digitalização e em tecnologia para que dessa forma possa também permitir à empresa prestar um serviço com mais qualidade e mais proximidade entre todos os clientes.
“Um dos nossos objetivos nos próximos dois anos é conseguirmos estar em todos os distritos do nosso país”, assume.
A expansão para estes 14 distritos será impulsionada por um investimento de dois milhões de euros em dois microhubs: um na zona do Alentejo e outro entre as zonas Norte e Centro, ambos com conclusão prevista para este ano.
“Vão permitir-nos reduzir as distâncias médias de todas as entregas, conseguir optimizar rotas, reduzir os custos, trabalhar mais com viaturas elétricas e assim diminuir a emissão de CO2”, diz Francisco Castanheira.
Delivery Express aponta aos 9 milhões de receitas em 2026
/
Logística : Empresa portuguesa viu a sua faturação crescer 51%, para 7,3 milhões no ano passado e aposta num plano de expansão da operação para 14 distritos e mais de 300 veículos na sua frota, dos quais 25% totalmente elétricos.