A corrida para a compra da DSTelecom entrou na fase das propostas vinculativas (binding offers) e há, pelo menos, dois candidatos a fazer due diligence, sabe o Jornal Económico.
Um é a portuguesa FastFiber, maior operadora grossista de redes de fibra ótica em Portugal. Dedica-se a disponibilizar infraestruturas de telecomunicações (como FTTH e fibra escura) a outros operadores, tendo nascido de uma parceria entre a Altice Portugal e o fundo Morgan Stanley.
A FastFiber, que tem como CEO Pedro Rocha, possui a maior e mais moderna rede de fibra ótica em Portugal. É detida em 49,99% pela Morgan Stanley Infrastructure Partners, enquanto a Altice é dona de 50,01%.
O outro candidato à compra da DSTelecom é o fundo de infraestruturas da Vauban Infrastructure Partners — uma sociedade gestora de fundos de investimento francesa, subsidiária do grupo Natixis, banco de investimento do Grupo BPCE focado no investimento de longo prazo em infraestruturas essenciais e sustentáveis.
A Vauban Infrastructure Partners tem investimentos em infraestruturas de transporte em Portugal e chegou a concorrer à compra da Autoestrada do Douro Litoral (AEDL).
O fundo do Natixis detém participações minoritárias nas concessionárias Via Expresso (estradas regionais VE 1, VE 2, VE 3 e VE 4) e Via Litoral (autoestrada VR1 entre Ribeira Brava e Machico Sul).
Em 2020, a subconcessão rodoviária do Baixo Alentejo foi vendida ao fundo da Vauban Infrastructure Partners.
A DSTelecom — maior operador grossista de telecomunicações em Portugal, líder focado na construção e gestão de redes de fibra ótica de “acesso aberto” (FTTH), especialmente em zonas com menor densidade populacional — está assim em vias de mudar de acionistas.
Até porque não é só o fundo da Cube Infrastructure Managers, que detém 54% do maior operador grossista de telecomunicações em Portugal, que vai vender a sua participação na empresa. O grupo bracarense, liderado pela família Gonçalves Teixeira (o DST Group), que detém os restantes 46%, também vende.
Portanto, está à venda a totalidade da DSTelecom.
O valor do negócio não é conhecido.
O Cube Infrastructure Managers, através do Cube Infrastructure Fund II, adquiriu 54% da DSTelecom em 2018.
Contactada, a DSTelecom não quis fazer comentários. Nem a Vauban Infrastructure Partners nem a FastFiber responderam.
Fundada em 2008, a DSTelecom opera como um “operador de operadores” (modelo grossista neutro), o que significa que não vende serviços diretamente ao consumidor final, mas aluga a sua rede a operadoras como MEO, NOS e Vodafone. Oferece assim infraestrutura a outros operadores para que estes levem serviços ao cliente final.
O “braço” de telecomunicações da bracarense DST tem vindo a fazer investimentos em infra-estruturas na cobertura da rede de fibra óptica em todo o território nacional.
A DSTelecom gere uma rede que já cobre um milhão de casas em 153 municípios e 157 parques industriais.
As empresas de fibra óptica atraem pelo crescimento acelerado e elevada valorização.
O setor destaca-se por fornecer infraestruturas críticas, com grande procura no mercado corporativo e residencial.
A fibra é uma infraestrutura crítica para o funcionamento de qualquer negócio. É considerada um pilar fundamental da comunicação e infraestrutura digital moderna. Em vez de utilizar eletricidade através de cabos de cobre, ela transmite dados através de pulsos de luz dentro de fios extremamente finos de vidro ou plástico.
FastFiber e fundo Vauban Infraestruture avançam para a compra da DSTelecom
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A portuguesa Fastfiber e o fundo da Vauban Infrastructure – gestora de fundos de investimento francesa, subsidiária do grupo Natixis que pertence ao BPCE (donos do Novobanco) – avançam com ofertas vinculativas.