Skip to main content

Agroalimentar nacional vale mais de 25 milhões

O setor afirma-se como um dos principais motores da economia nacional. Porém, o desafio passa por reforçar a competitividade, reduzir custos de contexto e aumentar a produção nacional e as exportações.

O setor agroalimentar português é hoje um dos pilares mais sólidos da economia nacional, e tem como ambição sentar-se à mesa de outras geografias. Na abertura da 8ª Conferência para a Competitividade da Indústria Agroalimentar, organizada pela FIPA, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, o Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, e o presidente da associação, Jorge Tomás Henriques, deixaram uma mensagem clara: o setor não é acessório, é estratégico.
Pedro Machado sublinhou que se trata de uma fileira “com um valor acrescentado decisivo para a economia nacional”, lembrando que o agroalimentar não se resume à produção industrial, mas envolve toda uma cadeia que liga agricultura, transformação, distribuição e consumo. “Falamos de um setor que garante algo que muitas vezes tomamos como adquirido: o acesso seguro, regular e sustentável aos alimentos”.
Os números ajudam a enquadrar a dimensão. A fileira agroalimentar impacta mais de um milhão de empregos em Portugal, entre produção, indústria, distribuição e comércio. Nas exportações, o setor ultrapassa já os oito mil milhões de euros, com a União Europeia a absorver cerca de 39% desse valor, com Espanha a manter-se como um dos destinos principais. Fora da Europa, mercados como o Brasil e os Estados Unidos ganham peso: só esse destino representa cerca de 2,3 mil milhões de euros em 2025, suportado por uma rede de 152 rotas semanais.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico