O grupo Vila Galé registou um volume de receitas de 321,5 milhões de euros em 2025, o que representou um aumento de 15%, quando comparado com o ano anterior.
Para este resultado contribuiu o mercado brasileiro, responsável por uma subida de 23%, enquanto em Portugal o crescimento foi de 8%, revelou Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador da Vila Galé, na apresentação dos resultados do grupo hoteleiro esta terça-feira.
Atualmente com 13 unidades hoteleiras, o Brasil foi responsável por uma receita de 807 milhões de reais (131 milhões de euros), tendo verificado uma ocupação de 743 mil quartos, recebido 436 mil hóspedes e com um EBITDA estimado em 293 milhões de reais (37,8 milhões de euros).
“Pela primeira vez, o Brasil verificou um aumento significativo no turismo internacional, onde se destacou o mercado argentino, mas também o português”, referiu Gonçalo Rebelo de Almeida.
Para 2026, o administrador mostra-se “animado”, mas “cauteloso” devido a toda problemática do aeroporto de Lisboa, mas também o contexto geopolítico internacional, e aponta para um aumento das receitas de 4% em Portugal e 10% no Brasil.
Este crescimento nos dois territórios é mais um sinal da expansão da Vila Galé, que prevê a abertura de 12 unidades (6 no Brasil e outras tantas em Portugal), até ao início de 2028, que vão representar um investimento de 210 milhões de euros.
Em São Luís do Maranhão o grupo está a concluir a construção de duas unidades a que somam outros dois hotéis no estado do Alagoas, uma unidade em Santa Catarina e outra em Mina Gerais, que representam em conjunto perto de metade do investimento nos dois países.
Entre as seis novas unidades em Portugal continental figuram o Vila Galé Collection Paço Real de Caxias (Oeiras), com um investimento de 16 milhões de euros e abertura prevista para 2027, o Vila Galé Collection Tejo, na Golegã, com 15 milhões de investimento, e o Vila Galé Collection Penacova, a inaugurar no primeiro trimestre do próximo ano, e que representa 14 milhões de euros de investimento.
Com a abertura prevista para 2028 estão o Vila Galé Collection Lisboa, no Palácio Almada Carvalhais, com 35 milhões de investimento, o Vila Galé Collection Mirandum, em Miranda do Douro, de 16 milhões de euros, a que se junta mais uma aposta na Região Autónoma dos Açores, neste caso na ilha Terceira, através do Vila Galé Collection Terceira, que vai também significar um investimento de 16 milhões de euros.
Brasil impulsiona Vila Galé. Receitas subiram 15%, para 321,5 milhões em 2025
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Receitas das unidades do grupo hoteleiro aumentaram 23% face ao ano anterior. Até 2028 vão surgir 12 hotéis entre Brasil e Portugal, num investimento de 210 milhões de euros.