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Prever riscos? Empresas precisam de administrador de geopolítica

Os cenários de risco e incerteza vão continuar a marcar 2026. Um estudo da Prosegur aponta tendências e aconselha as grandes empresas a criar um responsável de geopolítica.

Estão as empresas preparadas para uma realidade cada vez imprevisível onde é essencial antecipar cenários de risco? Oestudo “OMundo em 2026”, realizado pela Prosegur, aponta as principais tendências que vão influenciar o negócios das empresas este ano. José María Blanco, diretor de research da empresa explicou ao Jornal Económico que “a evolução do risco global está a forçar uma profunda redefinição do conceito de segurança, que passa de reativo e setorial a estratégico e integrado”. O relatório analisa as principais dinâmicas internacionais que estão a obrigar empresas (e governos) a antecipar cenários, reduzir a incerteza e aumentar a resiliência face a riscos cada vez mais frequentes. Blanco aponta a tendência do “Poder Difuso” na geopolítica. Explica que as grandes potências e atores regionais mais autónomos estão funcionar num ambiente de geometria cada vez mais variável. “Estamos a viver o fim do sistema democrático liberal, pelo menos tal como o conhecíamos. Não sabemos o que acontecerá no futuro, mas o modelo em que vivíamos até agora já não existe. O multilateralismo, por exemplo, está em declínio. A violência está a crescer, assim como a tendência para recorrer à violência ou ao uso da força para atingir diferentes objetivos. Agora, tudo pode ser negociado e as decisões podem mudar de manhã para a noite”, diz o responsável. Aconselha as empresas a terem redobrada atenção nas operações internacionais. E sugere que as grandes empresas criem o cargo de administador de geopolítica para ajudar a prever e antecipar cenários de risco. “As comissões executivas, as comissões de crise, as comissões de risco devem discutir o assunto, devem ter uma equipa sempre a monitorizar, a alertar e a trabalhar em cenários futuros para tentar evitar situações piores”.

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