As empresas não financeiras do Estado registaram um agravamento dos prejuízos em 546 milhões de euros para 1.312 milhões de euros, no ano passado, isto apesar da melhoria de alguns indicadores de estrutura financeira, nomeadamente rácios de autonomia e solvabilidade. As Entidades Públicas Empresariais (EPE) do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deram o maior contributo para os resultados negativos: 1,7 mil milhões.
A conclusão consta do relatório do Conselho de Finanças Públicas (CFP) sobre o ‘Sector Empresarial do Estado (SEE) e Regional 2023-2024’, que inclui pela primeira vez a análise agregada das empresas do setor financeiro e não financeiro. Das 88 empresas (ou grupos de empresas) analisadas apenas 36 apresentaram resultados líquidos positivos, num montante global de 565 milhões. As restantes 52 entidades (60% do universo analisado, ou 3 em cada cinco empresas) registaram perdas de 1,9 mil milhões, sendo a ULS de São José a entidade com um maior prejuízo individual (-150 milhões). Segundo o CFP, o setor da saúde concentrou 93% do resultado líquido negativo do SEE, com prejuízos de 1,7 mil milhões, “refletindo o impacto da reorganização do SNS e dos custos operacionais elevados”. O documento salienta que as EPE do SNS continuam a apresentar défices estruturais associados a subfinanciamento crónico e a custos com pessoal elevados. Comparando com 2023, é um resultado 769 milhões de euros mais negativo. Esta evolução reflete sobretudo os encargos adicionais da criação de novas ULS e a insuficiência de financiamento. No final de 2024 apenas uma entidade apresentou resultado positivo, sendo que 30 das 42 registaram capitais próprios negativos.
Três em cada cinco empresas do Estado agravam prejuízos
e
/
Maioria das empresas do Estado dá prejuízos que somam 1,3 mil milhões, em 2024, mais 546 milhões com um forte contributo do setor da saúde, com perdas de 1,7 mil milhões de euros. E 35 estão em falência técnica, diz CFP.