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Processos judiciais da TAP só na próxima fase

Os processos judiciais que envolvem a TAP só serão analisados pelos interessados na próxima fase da privatização que decorre até 1 de julho.

Entre estes encontram-se os processos dos tripulantes despedidos da TAP durante a pandemia e o da companhia aérea brasileira Azul.
Os temas não parecem estar a preocupar os interessados na privatização da TAP. A Lufthansa disse que estas questões só serão analisadas na segunda fase da privatização, que decorre nos próximos meses.
“Isso virá para cima da mesa e teremos de olhar para isso. Não fizemos a due dilligence ainda. Há certas regras que serão seguidas, como é habitual num processo de M&A. Discutiremos com o Governo quando for mais claro”, disse esta semana o administrador executivo da Lufthansa Tamur Goudarzi-Pour.
Questionado pelo Jornal Económico, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse que tem conhecimento do caso, mas que está no âmbito de uma relação empresarial, com o Palácio do Itamaraty a não fazer comentários.
A Azul, fundada pelo ex-patrão da TAP David Neeleman, exige à TAP SGPS o pagamento de 189 milhões de euros, 90 milhões de um empréstimo obrigacionista em 2016 mais juros. O empréstimo foi precisamente contraído pela TAP SGPS que entrou em insolvência, com a TAP SA a recusar o pagamento.
A TAP SGPS, que passou a chamar-se Siavilo, está insolvente com dívida de 1,4 mil milhões de euros.

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