O ranking é liderado pela Galp (1.800), EDP (mais de 1.600), Power Dot (780), Wowplug (730) e Atlante (611). As três primeiras são empresas nacionais, com as duas últimas a serem espanhola e italiana. Só a Galp, EDP e Power Dot pesam mais de 50% no ranking nacional de postos ligados à rede pública Mobi.E.
Apesar do bom registo, há quem tema que a mudança nas regras da mobilidade elétrica coloque em risco o percurso.
Opresidente honorário da Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE) teme a “perda da universalidade do sistema que sempre foi a grande mais valia do modelo português que nos diferenciava pela positiva e permitia uma concorrência real e efetiva em que o ganhador é/era o utilizador”.
“Em vez de uma rede de carregamento de acesso universal, vamos/estamos a caminhar para um conjunto de redes independentes em que o utilizador tem que ser cliente de cada uma dessas redes para usufruir do que tínhamos com o modelo anterior: acesso livre e universal a toda a rede. Com os dois modelos em vigor até final de 2027, a instabilidade pode ser muito prejudicial especialmente no preço final do kWh a pagar pelo utilizador”, segundo Henrique Sanchez.
Por parte dos operadores, a expetativa é mais otimista. “Os operadores têm a perfeita noção que a interoperabilidade é uma mais-valia. Os operadores têm falado entre si para poder garantir que haja uma interoperabilidade, que me parece que não vai ser total, como existia no modelo anterior, mas que será muito aceitável”, disse ao JE Carlos Ferraz, presidente da Associação Portuguesa de Operadores e Comercializadores da Mobilidade Elétrica (APOCME).
Portugueses dominam rede de carga de veículos elétricos
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As empresas portuguesas dominam a rede nacional de carregamentos.