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Novela da compra da Warner pela Paramount parada temporariamente

A operação foi suspensa, depois de uma juiza ter concluído que esta aquisição pode violar a lei antitrust.

Depois de uma corrida cerrada à aquisição da Warner Bros. Discovery, em fevereiro, a Paramount foi a escolhida, com uma oferta de 110 mil milhões de dólares (94 mil milhões de euros), superando a oferta da Netflix.
A empresa teve de esperar até junho para ter luz verde do departamento de justiça norte-americano para avançar com a aquisição. A análise do departamento de justiça concluiu que este negócio “não é suscetível de resultar em prejuízo para a concorrência ou para os consumidores americanos, incluindo no que diz respeito a: streaming de vídeo a pedido; televisão linear; e desenvolvimento, produção ou distribuição de filmes para lançamento em cinemas”.
Agora, 12 estados norte-americanos, Califórnia, Nova Iorque, Washington, Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jérsia, Novo México e Oregon, avançaram com uma ação judicial para travar esta aquisição.
Os estados afirmam que este acordo viola a lei Antitrust Clayton, uma legislação com mais de 100 anos que proíbe fusões e aquisições anticompetitivas. Assim, na opinião dos procuradores-gerais o acordo vai prejudicar os cinemas e a distribuição de filmes, e também a distribuição de canais de cabo.
Esta semana uma juíza da Califórnia assinou esta ação judicial, concedendo uma restrição temporária desta fusão. Esta decisão suspende a fusão em 14 dias. Na sua decisão, a juíza indicou que os procuradores-gerais apresentaram “evidências de que a empresa resultante da transação vai deter uma participação de mercado significativa no segmento de distribuição cinematográfica de amplo lançamento”.
Já do lado europeu, a Comissão Europeia aprovou a compra da Warner Bros. pela Paramount sujeita a remédios. Entre os remédios está incluído a saída da United Internacional Pictures na Europa e restrições durante 10 anos à distribuição conjunta de filmes.
Em comunicado, um porta-voz da Paramount afirmou que a empresa está “confiante de que as provas demonstrarão que os argumentos antitrust dos procuradores-gerais não têm fundamento, uma vez que as supostas definições de mercado e as alegações de efeitos anticompetitivos carecem de qualquer base na realidade atual do mercado”.
A Paramount pretendia fechar a aquisição já esta semana, mas com esta paragem temporária o advogado da Paramount já adiou a conclusão para meados de agosto.

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