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Franceses na rede de frio e calor do Parque das Nações

A rede de frio e calor do Parque das Nações em Lisboa tem um novo dono. A Verdai, detida pelos franceses da Engie, ganhou a concessão da única rede deste tipo no país durante 15 anos.

A rede de frio e calor do Parque das Nações em Lisboa tem um novo dono. A Verdai, detida pelos franceses da Engie, ganhou a concessão da única rede deste tipo no país durante 15 anos.
“A Verdai é um novo ciclo para a rede. A nossa ambição agora é introduzir ainda mais eficiência e: descarbonizar, descarbonizar, descarbonizar. E estarmos mais próximos da comunidade”, disse ao JE a presidente da Verdai Ema Furtado.
A companhia estima investir 18 milhões de euros na rede até ao final de 2027.
Para a produção de frio e calor, a Verdai conta com uma central em pleno Parque das Nações: “aqui produzimos energia térmica que é distribuída por galerias e redes até cada um dos edifícios que vai refrigerar e climatizar, consoante a necessidade de cada um dos edifícios”.
A rede conta com dois mil clientes, entre famílias, empresas, colégios ou hotéis.
A central usava gás, mas a empresa decidiu apostar na eletrificação total, recorrendo a garantias de origem de energia renovável.
“Temos também uma ambição grande de digitalizar, o que vai permitir ter contadores inteligentes, algoritmos integrados que permitem uma operação preditiva, tudo isto vai criar eficiências, que criam valor para o cliente”, segundo Ema Furtado que revela que as tarifas caíram mais de 20% desde que assumiu a rede em abril devido aos ganhos de eficiência.
“Durante 15 anos a concessão é nossa. Estamos aqui para servir, para dar conforto térmico a quem faz do Parque das Nações o seu quotidiano”, de acordo com a gestora. “A rede é algo muito vantajoso para uma cidade, porque traz várias vantagens, com uma produção centralizada que dá uma eficiência que beneficia logo todos de uma vez”. ACM

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