Diz a teoria que, quando a guerra não evolui no nosso quintal, tende sempre a ser um bom negócio: se um investidor tivesse apostado mil euros num fundo de ações cotadas no STOXX Europe Total Market Aerospace & Defense no dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia, teria 3.200 euros no passado dia 13 de janeiro. De facto, a 24 de fevereiro de 2022 o índice – composto pelas mais importantes empresas europeias dos setores (cruzados) aeroespacial e da defesa – estava nos 952,53 pontos, tendo atingido no passado dia 13 de janeiro um pico máximo de 3.044,33 pontos, um espantoso aumento de 220%. Para servir de comparação, o índice geral STOXX Europe 600 cresceu 40% no mesmo período – ou seja, os mil euros hipoteticamente investidos não iriam alem dos 1.400 euros.Diz a teoria que, quando a guerra não evolui no nosso quintal, tende sempre a ser um bom negócio: se um investidor tivesse apostado mil euros num fundo de ações cotadas no STOXX Europe Total Market Aerospace & Defense no dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia, teria 3.200 euros no passado dia 13 de janeiro. De facto, a 24 de fevereiro de 2022 o índice – composto pelas mais importantes empresas europeias dos setores (cruzados) aeroespacial e da defesa – estava nos 952,53 pontos, tendo atingido no passado dia 13 de janeiro um pico máximo de 3.044,33 pontos, um espantoso aumento de 220%. Para servir de comparação, o índice geral STOXX Europe 600 cresceu 40% no mesmo período – ou seja, os mil euros hipoteticamente investidos não iriam alem dos 1.400 euros.Escondido no meio de vários índices setoriais e subsetoriais sob a denominação geral STOXX Europe, o Total Market Aerospace & Defense ‘acordou para a vida’ em setembro de 2022, quando ficou evidente que, depois de falhados os primeiros esforços de sentar à mesma mesa russos e ucranianos, a guerra estaria para durar e que os países europeus estariam disponíveis para financiar o esforço de contenção do ímpeto russo na última fronteira: o Donbass. Em 26 de setembro de 2022, o STOXX Europe Total Market Aerospace & Defense cotou nos 779.51 pontos e de então para cá nunca mais deixou de crescer de forma consistente, chegando a 1 de janeiro de 2023 nos 953,21, mais 22,3%.Ficou rapidamente evidente que o esforço de guerra seria demorado – mas a isso veio juntar-se a voz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que entendeu impor aos parceiros da NATO um gasto em defesa nunca inferior aos 5% do PIB de cada Estado-membro. Encolhidos debaixo da pressão de Washington, os países que são ao mesmo tempo membros da NATO e membros da União Europeia decidiram que, já que tinham de gastar parte substancial dos seus orçamentos em armas, munições e logística, o melhor seria apostar na produção interna do bloco ao invés de irem às compras em geografias terceiras aos 27. O STOXX Europe Total Market Aerospace & Defense acompanhou o processo: cresceu 35% entre 1 de janeiro de 2023 e 1 de janeiro de 2024, 34% no ano seguinte e finalmente 59% entre 1 de janeiro de 2025 e 1 de janeiro de 2026. O pico de crescimento coincide com a decisão da União Europeia em lançar o Plano ReArm Europe/Readiness 2030 e a Estratégia Industrial Europeia de Defesa (EDIS), apresentados publicamente em 19 de março do ano passado.As dez principais empresas do índice são a Safran (França, com um peso no índice de 17,8%), Airbus (França, 17,3%), Rolls Royce (Reino Unido, 15,9%), Rheinmetal (Alemanha, 15,2%), BAE Sistems (Reino Unido, 12,4%), Taleto (França, 4,7%), Leonard (Itália, 3,9%), MTU Aero Motors, (Alemanha, 3,4%), SAAB (Suécia, 2,7%) e Melrose Industries (Reino Unido, 1,2%).
Ventos da guerra empurram mercado de capitais europeu
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OSTOXX Europe Market Aerospace & Defense disparou 59% em 2025 e 220% desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. O mais recente IPO de uma empresa europeia do setor correu muito bem.