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Suecos vão investir 3,3 mil milhões para aço verde em Sines

Energia, baterias, inteligência artificial. E mais. Sines está a ser muito procurada por investidores. São mais de 25 mil milhões de euros previstos, em projetos de 53 empresas, de 10 países. Vão criar 4.500 postos de trabalho.

Os suecos da Stegra têm um projeto de 3,3 mil milhões de euros para construir uma siderurgia para fabricar aço verde em Sines, no distrito de Setúbal.
“A Stegra ainda é só uma reserva. É uma siderurgia de aço verde”, sendo este setor responsável por 8% das emissões globais de CO2, disse Isabel Caldeira Cardoso, presidente da Aicep Global Parques (AGP).
“Esta empresa representa um marco muito importante para a descarbonização da indústria europeia, e também para a indústria automóvel. Não bastam as baterias, também a própria estrutura do carro convém que seja verde, para que todo o produto seja considerado ecológico”, afirmou, durante o Encontro Fora da Caixa, que decorreu em Sines.
O projeto tem o nome de Sunna e visa produzir aço verde com base em hidrogénio renovável, “com emissões muito reduzidas, contribuindo de forma relevante para a descarbonização da indústria europeia”, segundo a apresentação da AGP.
A promotora, fundada em 2020 como H2 Green Steel, mudou o seu nome em 2024 para Stegra, com sede em Estocolmo, Suécia.
Neste momento, está a desenvolver um projeto de aço verde em Boden, no norte da Suécia, num investimento total de 6,5 mil milhões de euros, esperando arrancar com a produção este ano.
Há mais de 25 mil milhões de euros em projetos que preparam-se para aterrar em Sines. O investimento vai da energia, aos centros de dados, às baterias para carros elétricos.
São 30 intenções de investimentos que preparam-se para, à partida, tomar forma nos próximos anos. São promovidos por 53 companhias/consórcios, vindos de 10 países; 13 são PIN.
Em termos de criação de emprego, serão criados mais de 4.500 postos de trabalho diretos, com mais de 6.900 trabalhadores temporários.
“Este é um pólo muito atrativo para os investidores: há terra, há ‘utilities’ e há acessibilidade aos mercados”, disse a presidente da AGP.
“Temos um grande pipeline de projetos. São os que estão já a instalar-se, os que já fizeram reservas (leads), mas não estão a produzir, são intenções. Estes números são de hoje, amanha são outros”, alertou Isabel Caldeira Cardoso.
Enumerou assim vários projetos que preparam-se para aterrar em Sines. Um deles é o da Repsol que está a expandir a sua unidade petroquímica, um investimento de mais de 2,2 mil milhões de euros entre os projetos Alba (650 milhões), NextGen (1.100 milhões) e H2 (481 milhões)
No caso da Galp, está previsto um investimento no hidrogénio verde de 1,2 mil milhões de euros, e na produção de combustíveis sustentáveis no valor de 269 milhões.
Outros projetos são a chinesa CALB que prepara-se para investir mais de 2 mil milhões em Sines, criando 1.800 postos de trabalho diretos.
Outro projeto é o do consórcio luso-dinamarquês-neerlandês Madoqua que visa a produção de hidrogénio e de amoníaco verde, um investimento de mi milhões de euros, com a criação de cerca de 100 postos de trabalho diretos.
Outro, é o projeto dos dinamarqueses da Topsoe que visam investir 110 milhões para uma fábrica de componentes de baterias. Já a espanhola Catalyxx visa investir 100 milhões de euros para produzir butanol verde, destinado à empresa francesa Arkema. Depois, há o projeto Start Campus, o centro de dados que prevê um investimento de 9 mil milhões de euros.

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