O futebol português está a preparar-se para uma nova era e, nos próximos anos, vai procurar ser mais competitivo, partir à conquista de mercados estratégicos, internacionalizar-se à boleia do Mundial 2030 e da marca CR7 e procurar, junto do Governo, um enquadramento fiscal que possa estimular a competitividade da Liga num contexto europeu, onde a concorrência é cada vez mais difícil de bater.
Com um ano de presidência, a nova direção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), liderada por Pedro Proença, já definiu o caminho através do plano estratégico delineado em parceria com a consultora EY e que tem como objetivo a redefinição do futebol em Portugal.
O “plano de jogo” está assente em 10 eixos estratégicos que passam por uma nova governação; reforma da disciplina e justiça; projeção da marca FPF; Mundial 2030; afirmação do futebol feminino; revolução na arbitragem; sustentabilidade e competitividade no futebol; plataforma de conhecimento e inovação; da base às seleções de excelência e uma Federação ao serviço da comunidade.
“É um documento único, estrutural e preponderante para o desenvolvimento do futebol português”, diz Helena Pires, CEO da FPF, ao Jornal Económico.
Destaca que a centralização dos direitos televisivos “será um game changer de todo este negócio do futebol português”, assim como a melhoria das infraestruturas que potencia a atração de mais adeptos, algo que também terá de contribuir para a valorização do produto.
Helena Pires considera que existe uma agregação dos clubes em torno de um “bem maior” que vai “alavancar” e dar outra dimensão ao futebol português.
FPF trabalha com o Governo para reduzir custos de contexto
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Pedro Proença quer menos impostos para que o futebol português seja mais competitivo. Na época passada, os clubes pagaram quase 270 milhões ao fisco. Plano também ambiciona vitória no Mundial.