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Seguradoras receberam 30 mil participações devido a tempestade

A zona centro do país foi a região mais afetada, com destruição de casas, fábricas e outras estruturas. Seguradoras reforçam equipas no terreno para fazer peritagens.

A tempestade Kristin atravessou o território nacional com ventos fortes e chuva intensa, deixando um rasto de destruição em várias regiões do país, onde a queda de árvores, estruturas e a destruição de casas e fábricas causaram avultados danos materiais. Embora ainda não existam números finais, os prejuízos já identificados deverão traduzir-se numa fatura de vários milhões de euros e, até ao momento, saldou-se em mais de 30 mil participações, avançou ao JE o presidente da Presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS)
“Temos neste momento cerca de 30 mil participações e estão equipas reforçadas no terreno a fazer peritagens”, revelou José Galamba de Oliveira, confirmando que em resposta às ocorrências registadas, as equipas das empresas de seguros estão no terreno a avaliar os prejuízos e a ajudar os clientes afetados a recuperar rapidamente a normalidade das suas vidas, tendo desencadeado os procedimentos habitualmente adotados nestas situações.
A APS ainda não tem uma estimativa das indemnizações a pagar pelas seguradoras nas zonas de calamidade dado que a dimensão total dos estragos continua em apuramento. Mas o CEO da Generali Tranquilidade, Pedro Carvalho, já admitiu a “possibilidade de as indemnizações pagas pela globalidade do setor chegarem aos 500 milhões de euros“, reconhecendo que ainda é cedo para ter dados definitivos.
As seguradoras assumiram o objetivo de fazer 80% das peritagens no prazo máximo de 15 dias após a participação do sinistro e, nos casos mais simples, já estão mesmo a pagar indemnizações relacionadas com as tempestades.
Após os danos causados pela depressão Kristin, a APS voltou a apelar ao Governo para decidir sobre a criação do Fundo de Catástrofes, tendo em vista uma maior proteção das pessoas e aumento da resiliência do país face a estas catástrofes. É apontado como um fator essencial para garantir a acessibilidade ao seguro a preços comportáveis.
Já esta sinalizou o “propósito” do Governo para este ano a criação de um fundo de catástrofes. Miranda Sarmento defendeu ao jornal Público e Rádio Renascença que “o país precisa deste fundo”, até porque fenómenos como a depressão Kristin “estão a começar a acontecer com alguma regularidade e provavelmente vão acontecer mais e com mais severidade”. Esse fundo, segundo o governante, “será capitalizado com o seguro dos imóveis e dos equipamentos e depois com o resseguro“. “O que fará é cobrar uma taxa sobre os seguros para cobrir este tipo de riscos que ainda não estejam cobertos, porque uma parte já é coberta pelos seguros, e depois faz-se o resseguro junto de grandes seguradoras internacionais”, explica. Ainda está por definir se será criado através de um aumento das apólices ou se serão as seguradoras a avançar com um valor inicial.

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