A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) está a avaliar com “todo o cuidado” a contraproposta de revisão da lei laboral entregue pela UGT mas acredita que ainda é possível chegar a um acordo com a central sindical sobre a legislação laboral. “Isto é um processo de negociação e está a correr os seus trâmites normais. Nós gostaríamos muito e vamos fazer para que se chegue a esse acordo. É por isso que estamos todos a trabalhar”, diz Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, ao Jornal Económico.
Para a Business Rountable Portugal (BRP), o enfoque da discussão em sede de Concertação Social deve centrar-se em torno da produtividade que, em Portugal, continua a ficar para trás. Atualmente, a produtividade nacional representa apenas 68% da média da União Europeia, e está estagnada desde o ano 2000. “Os números mais recentes da economia portuguesa mostram um aumento do PIB, mas uma queda do PIB per capita. Crescemos no número de trabalhadores, mas estamos a ter uma produtividade por hora trabalhada inferior à média da União Europeia e dos Estados Unidos”, diz Pedro Gingeira do Nascimento, Secretário-Geral da Associação Business Roundtable Portugal, ao Jornal Económico.
Para a Associação, o caminho é evidente: fazer crescer as empresas, de pequenas para médias, de médias para grandes e de grandes para globais. “Esse devia ser o centro do debate na Concertação Social, pois podemos estar com as melhores intenções do mundo, mas o crescimento dos salários e do bem-estar não se faz por decreto. Faz-se por ações concretas que se consigam fazer na economia”, acrescenta Pedro Gingeira do Nascimento.
Patrões ainda esperam acordo na lei após contraproposta da UGT
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CIP acredita em acordo com a central sindical sobre a legislação laboral, após a UGT apresentar contrapropostas e sinalizar linhas vermelhas como banco de horas e contratação a termo.