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Nvidia acalma o mercado

O mercado esteve atento aos resultados da maior cotada do mundo, que saíram acima do esperado e moderaram receios quanto a uma bolha de IA.

A Nvidia, atualmente a empresa com maior capitalização bolsista do mundo, apresentou esta semana os seus resultados do terceiro trimestre fiscal, divulgados num momento marcado pelo aumento dos receios de uma possível bolha na área da inteligência artificial.
A gigante tecnológica norte-americana registou, no último trimestre, receitas de 57 mil milhões de dólares, o que representa um crescimento homólogo de 62%, acima do aumento de 56% registado no trimestre anterior e superando as estimativas dos analistas, que apontavam para resultados de 54,9 mil milhões. As receitas geradas por centros de dados destacaram-se ao subirem 66%, em termos anuais, para 51,2 mil milhões de dólares. Em relação aos lucros líquidos, a empresa apresentou uma subida de 59%, para 31,7 mil milhões. Não menos importante, a Nvidia apresentou também as suas perspetivas para o quarto trimestre fiscal, esperando atingir vendas de 65 mil milhões de dólares, 2% acima da estimativa média dos analistas. Os investidores reagiram de forma positiva a estes resultados, que contribuíram para uma diminuição dos receios de uma bolha na IA, com as ações da Nvidia a subirem mais de 3%, logo a seguir ao anúncio. As restantes empresas do setor também beneficiaram deste Outlook positivo e valorizaram-se.
Na Europa, a Klarna, uma fintech sueca, registou um “salto” de 26% nas receitas do terceiro trimestre, alcançando 903 milhões de dólares e superando as expectativas do mercado, no seu primeiro relatório como empresa cotada. Este resultado beneficiou amplamente do seu crescimento nos Estados Unidos, o maior mercado da empresa, onde as receitas subiram 51%.
Já o Grupo Sage, uma empresa britânica de software de contabilidade, anunciou que o lucro para o seu ano fiscal que terminou no final de setembro subiu para 484 milhões de libras, face aos 426 milhões do ano anterior. Em reação aos resultados, as ações da Klarna desvalorizaram mais de 9%, na terça-feira, enquanto as do Grupo Sage avançaram 1,15% na quarta-feira.
Em Portugal, o PSI recuou ligeiramente na última semana, com a Mota-Engil a liderar as perdas. Primeiramente, a cotada portuguesa “ganhou” um novo short seller, a gestora Square Circle IA LP, que abriu e reforçou uma posição a descoberto para 0,61% do capital da construtora, juntando-se à Muddy Waters (0,57%) e à Capital Fund Management (0,50%), o que levou a ação a cair 3,75% na terça-feira. Posteriormente, na quarta-feira, a construtora apresentou um resultado líquido de 92 milhões até setembro, um crescimento de anual de 20%, que não agradou totalmente aos investidores, levando a uma desvalorização superior a 7% nesse dia.

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