A Câmara Municipal de Matosinhos está empenhada em trazer mais habitação para o município, ao mesmo tempo que pretende apoiar as empresas, com novas infraestruturas de mobilidade.
A Lionesa Business Hub é o principal polo empresarial da região, onde trabalham atualmente oito mil pessoas, mas que serão 12 mil em 2028, fruto da Expansão Sul, que junta três novos edifícios que combinam escritórios, retalho e coliving.
“Temos uma estratégia local de habitação que foi aprovada e estamos a cumprir na íntegra. Construímos a totalidade dos 512 novos fogos que nos propusemos dentro do prazo do PRR, e vão ser todos entregues até ao final de agosto”, referiu Luísa Salgueiro, presidente da autarquia, na apresentação da Expansão Sul, a 22 de maio.
Situada na freguesia de Leça do Balio, a Lionesa é liderada por Pedro Pinto, que ao JE, explicou que esta nova fase representa 29 mil metros de construção, sendo que “o investimento neste momento e se coisas não alterarem por causa da guerra, será no mínimo de 60 milhões de euros”.
Contudo, existe um problema de mobilidade, com poucos transportes públicos para dar resposta aos milhares de trabalhadores que diariamente chegam e saem da empresa.
“A linha de Leixões foi reativada, mas a estação tem más condições. Há muito trabalho para fazer, o privado está a mostrar a sua capacidade de realização, mas é preciso que o público também acompanhe e que a Administração Central possa estar à altura deste ímpeto”, afirmou a autarca.
Sobre o investimento em habitação, sublinhou que pela primeira vez vai haver habitação na Lionesa para alguns dos trabalhadores, através dos 104 apartamentos de coliving, que representam 30% dos 60 milhões de investimento.
Serão distribuídos entre estúdios e T2, e geridos por um operador que ainda está em processo de seleção.
Um dos edifícios de escritório já está reservado, mas por questões de confidencialidade e até porque o negócio ainda não está fechado, Pedro Pinto, não adianta o nome do arrendatário.
“Estamos preocupados em fazer. Não tenho dúvidas nenhumas que em 2028, quando tudo estiver concluído estarão completamente ocupados. Tem que ser esse o objetivo final”, sublinha.
A filosofia, a sustentabilidade e a inclusão são três vertentes, que para Pedro Pinto fazem da Lionesa uma empresa “única” no mundo.
“Tentamos selecionar as empresas que paguem o mesmo que noutras latitudes do mundo, que tenham práticas de sustentabilidade, que tenham práticas de inclusão, tudo isso é importante”, salienta.
Um dos exemplos dados pelo CEO está relacionado com a temática da literatura, que poderá ser posta em prática já a partir de junho por todos aqueles que trabalham no hub da Lionesa.
“Vão poder pagar 1% da renda como desconto para adquirirem livros e criar uma biblioteca nas empresas. Se considerarmos que estaremos a faturar 20 milhões de euros, estamos a falar de 200 mil euros por ano que deixamos de receber de rendas para que as pessoas comprem livros e criem bibliotecas”, conclui.
Matosinhos aposta em habitação no apoio às empresas
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Autarquia investiu 110 milhões em habitação, que inclui 512 novas casas. Algumas podem ser destinadas aos futuros trabalhadores da Lionesa, que até 2028 vai passar de oito mil para 12 mil trabalhadores.