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Investimento em logística dispara 111%, para 40 milhões no primeiro trimestre

Presidente da APLOG realça o grande dinamismo na procura internacional por novos parques logísticos de norte a sul do país, com destaque para a “pujança” da região de Sines.

O segmento de logística e industria registou um volume de investimento de 40 milhões de euros no primeiro trimestre, o que significou um aumento expressivo de 111% face à média de 2025. Os dados são do relatório da Colliers, empresa especializada em imobiliário comercial, engenharia e gestão de investimento.
Para o presidente da Associação Portuguesa de Logística (APLOG), estes números revelam uma “tendência de crescimento impressionante” deste setor nos últimos anos.
Ao JE, Afonso Almeida destaca o caso de Sines que “está com uma pujança não só de projetos que estão a avançar como outros que estão em pipeline”.
O responsável considera que Portugal tem tido uma procura crescente de investidores internacionais, nomeadamente na área de data centers, onde há além do que já está contratualizado, há mais projetos que poderão vir para Portugal.
“Está a haver um grande dinamismo em novos parques logísticos de norte a sul”, refere.
Opinião partilhada por Pedro Valente, Managing Director da Colliers Portugal, que fala numa mudança estrutural no mercado logístico português.
“A procura por ativos modernos, eficientes e bem localizados continua a crescer, sobretudo nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde a escassez de oferta de qualidade permanece um desafio”, afirma.
Para que toda esta dinâmica possa ser concretizada, Afonso Almeida considera fundamental que tudo funcione com a maior celeridade.
“Precisamos que as entidades públicas sejam rápidas a tomar decisões, porque quando estamos a concorrer com outros países, como Espanha, normalmente são mais rápidos do que nós”, afirma.
O mais recente relatório da consultora Dils revelou que o setor logístico verificou um volume de investimento de 150 milhões em 2025, impulsionado pelos projetos de data centers.
“É uma tendência, não só de Portugal. O sul da Europa está a ter uma procura muito grande”, salienta o responsável, acrescentando que embora os investimentos neste segmento sejam positivos para o país. é importante que se olhe para outras áreas.
O responsável reforça o posicionamento de Sines, onde destaca a construção da fábrica de baterias da chinesa CALB, mas também da indústria química.
“Há boas perspetivas, mas temos que trabalhar bem nas questões das burocracias e licenciamentos para que esses investidores não queiram trocar Portugal por outros destinos, nomeadamente os nossos vizinhos”, conclui.

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