Viver rodeado de pinhal, com acesso direto a uma praia de areia branca de dois quilómetros, central num areal de 45 quilómetros, ininterruptos, de Alentejo, banhado pelo Atlântico. Baixa densidade populacional, a hora e pouco de uma capital europeia, com usufruto de serviços da mais alta qualidade. Chamam-lhe ultraluxo experiencial.
É este o sonho que está a ser concretizado na Comporta, em Melides, no concelho de Grândola, pela Vic Properties, com um investimento de 300 milhões de euros e uma associação com a Six Senses.
Esta semana foi lançada a primeira pedra de um projeto que compreende um hotel com 70 quartos, 50 villas e oito apartamentos Six Senses Residences, as primeiras que a marca faz em Portugal. Para os residentes, os serviços incluem concierge residencial disponível 24 horas, salas de cinema e salas de jogos, acesso VIP ao hotel Six Senses Comporta, restauração e experiências de spa. Será construído num jardim privado e composto por três edifícios inspirados nas dunas envolventes. Ainda acesso facilitado à adesão ao clube de golfe do Pinheirinho Comporta, com um campo de 18 buracos desenhado pelo arquiteto português Jorge Santana da Silva.
“Isto é muito mais do que só um projeto. É balizarmo-nos ao nível do melhor que se faz na Europa”, afirma o CEO da Vic Properties, João Cabaça. “É levar o turismo alentejano para a Champions”, diz. “Entramos na rota dos destinos mais exclusivos do mundo”.
A Six Senses é uma cadeia internacional de luxo focada em wellness (bem-estar) e sustentabilidade. É considerada entre as cinco marcas mais relevantes do ultraluxo global, com presença constante, destacada, na Forbes Travel Guide, nos Travel + Leisure World’s Best Awards ou na Condé Nast Traveler Gold List. O Six Senses Douro Valley, o hotel que tem em Portugal, é um exemplo.
Concretizar a associação da Vic Properties com a Six Senses levou tempo. Foram dois anos de namoro que se iniciaram em plena pandemia. Muitas viagens entre Banguecoque, na Tailândia, sede da empresa, e Lisboa e o Alentejo. Processos de due dilligence. Perceber o sítio, a Comporta, um trunfo por ser um reduto europeu quase inexplorado. “Foram anos de namoro, mas aceitámos o pedido de casamento e casámos”, conta Viri Kaur, global director of Residences da Six Senses.
O posicionamento exclusivo da marca tem de ser protegido. A elevada qualidade que a distingue assegurada. Neste projeto, tudo é pensado ao pormenor. Mais ainda neste projeto, pensado de raiz.
O projeto arquitetónico e o design do Six Senses Comporta é do ateliê britânico Michaelis Boyd, conhecido por projetos como o Soho Farmhouse. Cumpre os valores da integração paisagística e de bem-estar, que a marca considera pilares da sua experiência. E de sustentabilidade e de relação com a comunidade. Muitos dos materiais utilizados são portugueses. “O barro, para os tijolos, é daqui. Pedra lioz, azulejos, cortiça, têxtil”, explica o próprio Michaelis Boyd ao Jornal Económico (JE).
“Acreditamos que há espaço para um turismo de alto valor agregado. Altamente qualificado, altamente especializado”, diz João Cabaço.
Investimento de 300 milhões para ultraluxo na Comporta
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É o segundo hotel da Six Senses em Portugal e as primeiras residências da marca. Chegam pela mão da Vic Properties. A construção começou e estará tudo pronto em quatro anos. Mas há mais.