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Hub Azul acelera 18 startups internacionais a partir de Portugal

A equipa do Fórum Oceano pediu ideias de projetos para serem desenvolvidos na sua rede. Selecionou 18, internacionais, que respondem a seis diferentes desafios de inovação. Todos vão crescer a partir de Portugal.

Kiyoshi Kimura pagou 510 milhões de ienes (cerca de 2,75 milhões de euros) por um atum-rabilho de 243 quilos, capturado ao largo da costa de Oma, no norte do Japão. É um recorde. É o peixe mais caro do mundo. E foi comprado na última edição do tradicional leilão de Ano Novo, a 6 de janeiro, no mercado de Toyosu, em Tóquio.
O empresário nipónico é conhecido como o “rei do atum” e um entusiasta – já venceu o leilão de Ano Novo por sete vezes. O anterior peixe mais caro foi ele que o comprou, também um thunnus thynnus, adquirido nas mesmas circunstâncias, em 2019, por 1,8 milhões de euros.
Kimura poderá manter esta tradição que acarinha, que lhe dá notoriedade. Mas se o projeto da Finless Foods se afirmar completamente, a cadeia de restaurantes do empresário japonês, a Sushi Zanmai, poderá abastecer-se de atum-rabilho sem lançar redes ou utilizar armadilhas como as que são características da pesca no Sul de Portugal. Esta startup norte-americana desenvolve atum-rabilho através do cultivo celular, sem necessidade de pesca. Produz proteína sustentável, livre de mercúrio, microplásticos e antibióticos. O que daí resulta pode ser usado em produtos alimentares e como alternativa ao peixe tradicional.
Esta é uma das 18 startups que fazem parte programa-piloto Hub Azul Acceleration, desenvolvido pelo Fórum Oceano no âmbito do projeto PRR Rede Hub Azul, avaliadas em 200 milhões de euros.
Kiyoshi Kimura diz que não consegue resistir quando vê um atum bonito. Não o verá no trabalho da Finless Foods, mas o objetivo desta é mais extenso, é responder à crescente procura global por produtos de alta qualidade e sustentabilidade. Democratizar o acesso. E o mercado responde, avaliando-a em 154 milhões de euros.

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