Francisco Calheiros, presidente da CTP, defende que se continuem a aumentar os salários através da negociação coletiva e sugere medidas para trabalhadores estrangeiros, nomeadamente “a celebração de acordos de mobilidade migratória laboral com países da CPLP”, o reforço da formação e da integração de “imigrantes e beneficiários de proteção internacional”, bem como “a simplificação administrativa” para trabalhadores estrangeiros recém-chegados.
Também no comércio e serviços, há sugestões relacionadas com imigrantes. A CCP entende que “falta uma abordagem regional ao nível, por exemplo, das comunidades intermunicipais, para promover a entrada de trabalhadores estrangeiros de uma forma mais estruturada, respondendo às necessidades das empresas”, ao mesmo tempo que se respondem a outros problemas, “como a falta de habitação para estes trabalhadores e o tempo de transporte, e promovendo o agrupamento familiar”.
Já José Eduardo Carvalho, presidente da AIP, quer uma revisão da fiscalidade sobre o trabalho, enquanto o presidente da AICCOPN, Ricardo Gomes, quer “o reconhecimento mais célere de competências profissionais”, entre outros. Avisa, no entanto, que nenhuma medida isolada resolverá o problema.
A CAP, por outro lado, sugere o “parcerias entre empregadores, disponibilidade de robôs e instrumentos de IA”.
Empresas sugerem medidas para falta de mão de obra
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As associações empresariais têm várias sugestões para combater a escassez de mão de obra, incluindo a aposta na qualificação de trabalhadores, a reforma da lei laboral, a valorização das carreiras e o reforço da “via verde” para acelerar a entrada de imigrantes. Mas há muito mais.