Com o fim do Campeonato do Mundo de 2026, há uma certeza que se impôs fora das quatro linhas: esta foi a edição mais poluente da história do futebol. Quando a FIFA apresentou o torneio organizado por Estados Unidos, Canadá e México, fê-lo sob a bandeira da sustentabilidade. A utilização de estádios já existentes — em contraste com o modelo do Catar — foi apontada como prova de uma nova consciência ambiental.
Além disso, segundo a BBC estava planeado aumentar a eficiência energética, promovendo a utilização de carros elétricos, transportes públicos e conservação da água. “Isto perante o compromisso da FIFA em reduzir as emissões em 50% até 2030 e atingir as emissões líquidas zero até 2040.” Porém, estes argumentos perderam força à medida que surgiram estimativas mais abrangentes sobre o impacto real do evento.
Estudos recentes — nomeadamente da consultora ambiental Greenly — apontaram para uma pegada carbónica na ordem dos 7,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, a mais do dobro da registada em 2022. “Para contextualizar a dimensão destes números, as emissões totais do torneio — cerca de 7,8 milhões de toneladas de dióxido carbono equivalente comparam com aproximadamente o mesmo valor das emissões anuais na área metropolitana do Porto e 1,8 milhões de toneladas na cidade de Lisboa. Isto significa que o Mundial terá emitido cerca de 4,3 vezes mais do que Lisboa num ano”, compara Francisco Ferreira, Presidente da Associação Zero.
Mundial polui 4,3 vezes mais do que Lisboa num ano
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O campeonato do Mundo de 2026 terminou com uma pegada carbónica histórica, estimada em 7,8 milhões de toneladas de CO2, o equivalente à área metropolitana do Porto num ano.