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Empresas devem avaliar riscos climáticos e ter planos de adaptação

As ondas de calor cada vez mais frequentes, a escassez de água, as inundações e os incêndios acarretam desafios à escala planetária já hoje.

Portugal não está imune. Perdas de rentabilidade, danos em infraestruturas, diminuição das receitas no turismo, aumento dos custos com doenças, do crédito e da despesa pública são alguns dos impactos. Para mitigar esses efeitos nefastos, e não perder competitividade, as empresas devem “avaliar os seus riscos climáticos”, que são localizados, e “criar um plano de adaptação”.
A ideia foi defendida por Sofia Santos, Sustainability Champion in Chief na Systemic, consultora de sustentabilidade, no Seguros Summit 2025. Embora pareça evidente que a economia se deve preparar para os efeitos adversos das alterações climáticas, na realidade existe uma desvalorização do assunto, com raízes no cérebro humano, e que já foi estudada.
“Existe, reconhecidamente, um enviesamento cognitivo em relação às questões do clima”, afirmou a especialista em sustentabilidade, explicando que há duas dimensões nesse facto. Por um lado, tendemos a “confiar fortemente na primeira informação recebida (’sempre fizemos assim, e as questões climáticas não são tão relevantes’”. Por outro, há uma “tendência a superestimar a probabilidade de impactos positivos (’os impactos climáticos estão longe de nós e não nos afetarão’”.
O que leva a uma inação que é prejudicial. “É importante os gestores terem noção que o seu cérebro está enviesado para as questões do clima por defeito”, alertou Sofia Santos, antecipando que, a “dada altura, as empres

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