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UHM já tem mil milhões em ativos em Portugal

Imobiliário : Grupo gere 38 hotéis e resorts e mais de 2.500 branded residences em todo o mundo. Em Portugal tem no portefólio o Pine Cliffs Resort, Sheraton Cascais Resort e Hyatt Regency Lisbon.

Define-se como empresa pioneira no segmento de branded residences e empreendimentos de uso misto. Modelo que começaram a produzir em Portugal nos anos 90 com o Pine Cliffs Resort, no Algarve.
Mais de 30 anos depois, a United Hospitality Management (UHM) gere a nível global mais de 38 hotéis e resorts e mais de 2.500 branded residences na Europa, Médio Oriente e Índia, num volume de ativos de 3,5 mil milhões de dólares (3 mil milhões de euros), sendo que Portugal já conta com um peso de mil milhões de euros, num portefólio que engloba, entre outros, o Hyatt Regency Lisbon, Sheraton Cascais Resort e o YOTEL Porto.
Em relação às nacionalidades, o mercado nacional tem um peso de 46% a 50% das unidades transacionadas em todos os empreendimentos.
Com um volume de 33% em Portugal e de 40% concentrado no Médio Oriente, o último terço encontra-se dividido entre os Estados Unidos e a Ásia.
Assente numa máxima de always more, never enough, Carlos Leal, Executive Chairman da UHM, diz ao Jornal Económico que não se importa de manter esses 33%, mas em vez de ter 3,5 mil milhões em gestão, teria 7 mil milhões, até porque, assume, o peso nacional vai diminuir.
“Estamos a fechar negócios em países como o Cazaquistão, o Uzbequistão e Geórgia. Com a entrada destes mercados isso vai causar uma diluição em todas as outras regiões, como é óbvio”, salienta.
Em Portugal, a UHM tem novos projetos em pipeline. “Temos dois no Norte, mas estes não posso divulgar, nem nome ou dimensão, até estar tudo aprovado”, adiantando que tem outros dois projetos já fechados.
“Um é mais pequeno, tem à volta de 100 unidades, e o outro é maior, tem quase 500 unidades. Não vou dizer nomes, nem sequer dar uma dica de onde se situam”, afirma.
O responsável revela que ultimamente existem muitos investidores e fundos que têm branded residences que não são vendidas a imobiliárias, mas a investidores de terceiros.
“Para eles é um modelo de negócio muito interessante. Têm o património, e podem vender as branded residences como um negócio de residências, ou podem vender apartamento a apartamento”, explica.
De resto, recorda que ao longo dos anos, o conceito de branded residences tem vindo a mudar e a evoluir.
“Começaram como um produto de rendimento e uma oportunidade de ter uma casa de férias. Depois passou para um produto direcionado para os golden visa. Hoje, temos vários segmentos dentro das branded residences”, afirma.
Carlos Leal salienta que, em Portugal, ainda não é visível este modelo utilizado pelos fundos de investimento e private equity funds, em branded residences.
“Não tenho conhecimento de nenhum branded residence que esteja a ser operado sem haver um componente imobiliário”, realça.
De resto, lamenta que o país tenha terminado com o programa de Golden Visa, dado que este estava a alavancar os projetos de branded residences um pouco por todo o mundo.
“Portugal, erradamente e por razões completamente imbecis, acabou com o Golden Visa porque, supostamente, estava a aumentar e a criar uma situação inflacionária no preço dos imóveis. Provou-se depois que o preço das casas em Portugal continuou a subir e com as mesmas percentagens ou maiores do que antes. Fomos cortar e acabar com um segmento que estava a criar riqueza e emprego no país”, sublinha.
Atualmente, os principais critérios que um investidor procura num projeto de branded residences são a credibilidade no promotor, a marca, porque ajuda a dar essa credibilidade, o que faz com que a probabilidade do ritmo de vendas ser mais acelerado seja maior.
“Estão dispostos a pagar por isso, porque dá-lhes essa segurança de qualidade. Hoje, o comprador é cada vez mais sofisticado, porque tem acesso a muito mais informação do que tinha há dez anos”, conclui.

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