“Os nossos postos de trabalho não são os vossos ajustes no balanço”, ouviu-se do lado dos trabalhadores em resposta a apelos por parte de Blume para que os colaboradores “unissem esforços”. Num encontro animado e tenso a que os jornalistas não tiveram acesso, vários trabalhadores tiveram de assistir fora da sala destinada para o efeito, dada a grande afluência.
Blume terá dito que os cortes projetados (num número que não terá especificado) serão distribuídos, com metade na Alemanha e os restantes no resto do mundo e nas várias subsidiárias da VW, que totalizam cerca de 170 empresas.
Num discurso no encontro, a representante dos trabalhadores, Daniela Cavallo, terá acusado Blume de ser vago quanto aos detalhes do plano, argumentando que a confiança no CEO está “danificada”. “Não se pode trabalhar com um CEO que não diz aos trabalhadores o que se está a passar”, atirou.
Recorde-se que o grupo VW tem na sua estrutura de acionistas o governo regional da Baixa Saxónia, que detém 20% dos votos, e a lei alemã requer que o Conselho de Supervisão seja composto por dez representantes dos acionistas e outros dez dos trabalhadores, o que frequentemente resulta em colisões entre os interesses de ambos os lados. Além da VW, o grupo detém marcas como a Porsche, Audi, Skoda ou Seat. JB
CEO recebido com apupos em Wolfsburgo
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Internamente, a contestação dos empregados já se faz sentir. O CEO da empresa, Oliver Blume, reuniu esta semana com os trabalhadores em Wolfsburgo, a 25 de agosto, onde foi apupado por milhares dos presentes, em clara discórdia com os cortes sugeridos pelo gigante germânico.