Paulo Moniz Carreira lida com o negócio funerário desde 1999, contribuindo para mudar o paradigma do que é um funeral em Portugal. O diretor-geral da Servilusa, a maior e, de longe, a mais conhecida empresa do setor, diz ao Jornal Económico (JE) que a estratégia continua focada na inovação e no crescimento. E que foi, de resto, o que lhe permitiu triplicar a faturação em menos de um quarto de século, para os35 milhões de euros de 2025.
“Somos grandes em comparação com o universo à nossa volta, mas o mercado ainda é enorme”, afirma Paulo Moniz Carreira. Os números que fornece a seguir comprovam-no. A Servilusa tem mais de 80 lojas, gere 11 crematórios, emprega 340 pessoas e faz cerca de sete mil funerais por ano.Mas a liderança destacada traduz uma quota de mercado de apenas 7% a nível nacional e de 16% em termos de mercado relevante.
“É muito atomizado, muito fragmentado”, salienta Moniz Carreira, apontando para 1.500 o número de funerárias existentes. São pequenos e micronegócios. Crescer nesta arquitetura é um exercício de escalada.
Portugal, contando com os Açores e a Madeira, regista uma média estável de cerca de 120 mil óbitos por ano. Se excluirmos um acontecimento extraordinário como a pandemia da Covid-19, que fez disparar o número, a evolução é entre 0,8% e 1%. Como a procura é definida pelo número real de óbitos, a dimensão do mercado praticamente não se altera. E depois há outra coisa.
“O crescimento faz-se de duas maneiras: abrindo lojas ou fazendo aquisições e fusões”, explica Carreira.
As aquisições permitem uma evolução mais rápida, mas há obstáculos naturais. “É um setor de bairro, com um carácter relacional muito grande. Nós seguimos há muitos anos uma política de aquisições e temos feito todos os anos. A Servilusa vai crescendo, evoluindo e implementando produtos e serviços à medida desse alargamento”, diz.
A empresa tem um plano estratégico a cada cinco anos e, ano a ano, objetivos bem definidos. “É nossa ideia continuar a investir no crescimento quer dentro das áreas onde já estamos inseridos, captando aqui e ali alguma sinergia, bem como em novas áreas geográficas”, explica o diretor-geral da Servilusa. A empresa cobre o país de Norte a Sul, mas está presente nos distritos do Litoral e em Santarém, no Algarve, Évora, Elvas e na Área Metropolitana de Lisboa.
Servilusa fatura 35 milhões e quer continuar a crescer
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Sete mil funerais por ano e a gestão de 11 crematórios dão à Servilusa 35 milhões de faturação. Élíder. Mas a quota de mercado de 7% mostra que existe fragmentação e espaço para crescer.