Lisboa consolidou-se em definitivo como a casa da SBC Summit na Europa. Quarenta mil profissionais de indústrias como apostas desportivas, iGaming e casino, pagamentos & compliance, acorreram à capital do país em setembro deste ano e geraram um impacto económico de 150 milhões de euros. Entre estes profissionais, Lisboa assistiu este ano à chegada de responsáveis de empresas de tecnologia, investidores, empreendedores, operadores, reguladores e executivos seniores.
E esta romaria tecnológica vai estender-se até 2030 já que a cidade assegurou a organização do evento até 2030, apesar da cobiça de outras cidades para receber a SBC Summit. Em entrevista ao JE, Rasmus Sojmark, CEO e fundador do evento que trouxe Michael Jordan a Lisboa (e que para o ano vai receber o rapper Snoop Dogg) explica como a recetividade superou as expectativas da organização e de que forma é que a parceria entre a organização e Lisboa terá que ser muito mais estratégica.
“Quando mudámos o SBC Summit para Lisboa, acreditávamos que a cidade tinha o potencial para se tornar o lar a longo prazo do nosso evento global principal. O que aconteceu desde então provavelmente superou até as nossas expectativas”, começou por referir este responsável. Apesar do impacto de 150 milhões, Rasmus Sojmark acredita que “a próxima fase da nossa relação com Lisboa precisa ir além do impacto económico gerado durante a semana do evento” e “pensar de forma muito mais estratégica sobre a nossa relação com Lisboa e Portugal”.
O CEO da SBC Summit reconhece Portugal “desenvolveu um ecossistema tecnológico e empreendedor forte” algo que coincide com as indústrias das áreas representadas neste evento, que estão cada vez mais orientadas pela tecnologia: “IA, fintech, pagamentos, cibersegurança, dados, tecnologia de identidade e de conformidade estão todos a tornar-se centrais para as empresas que participam na SBC Summit”, sublinha. E como serão os próximos cinco anos de SBC Summit em Lisboa? “Gostaria de ver-nos criar ligações muito mais fortes entre as empresas internacionais que vêm ao SBC Summit e o ecossistema tecnológico português, incluindo startups, empreendedores, universidades, investidores e talentos tecnológicos”, concretiza Rasmus Sojmark.
Para este CEO, há também uma oportunidade de usar a SBC Summit para mostrar Portugal não apenas como um “destino fantástico para eventos internacionais”, mas como um lugar onde empresas internacionais podem investir, recrutar talento, criar parcerias e potencialmente estabelecer operações. ~
O CEO da SBC Summit revela que a organização já está a planear o evento de 2027: “Posso revelar que o Snoop Dogg virá a Lisboa como parte do SBC Summit 2027. Queremos continuar a trazer grandes personalidades globais para Lisboa e criar um evento que vá além da nossa indústria e gere atenção internacional para a cidade”.
E é precisamente essa combinação que entusiasma a organização para os próximos cinco anos: “Continuar a desenvolver um dos principais eventos internacionais de gaming, desporto e tecnologia do mundo aqui em Lisboa, enquanto criamos ligações mais profundas com o ecossistema português de negócios, tecnologia e inovação”. Para Rasmus Sojmark, se a SBC Summit atingir esse objetivo “então o legado da nossa parceria com Lisboa torna-se muito maior do que o próprio evento”.
No difícil equilíbrio entre o cumprimento rigoroso das medidas de jogo responsável e a sustentabilidade dos negócios, o CEO diz que “os reguladores querem uma forte proteção do consumidor e mercados regulados sustentáveis”. Os operadores responsáveis precisam de segurança regulatória e de mercados comercialmente viáveis nos quais possam competir.
Ambos têm interesse em garantir que os consumidores permaneçam no ambiente regulado, em vez de se dirigirem para alternativas ilegais ou sem licença”.
Desta forma, é muito importante fomentar o diálogo entre reguladores, decisores políticos e a indústria. Também aqui, a SBC Summit tem um papel decisivo e no qual está a investir mais atenção.
SBC Summit quer projetar Lisboa como ecossistema tecnológico
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Evento de iGaming e apostas desportivas teve impacto de 150 milhões este ano. Ficará na capital portuguesa até 2030, mas o CEO acredita que a parceria estratégica tem que ir mais longe.