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Projeto inovador pretende utilizar palmito da bananeira como alimento

O projeto Palmito do Atlântico, desenvolvido por João Petito, no âmbito de uma disciplina na Universidade da Madeira, pretende utilizar o interior do pseudocaule da bananeira, designado de palmito, como alimento para comercializar.

O projeto Palmito do Atlântico, desenvolvido por João Petito, no âmbito de uma disciplina na Universidade da Madeira, pretende utilizar o interior do pseudocaule da bananeira, designado de palmito, como alimento para comercializar.
O objetivo é ter a patente do produto até ao final do ano e começar a comercializar o palmito em conservas e congelado já no próximo ano.
João Petito não esgota as potencialidades do uso da bananeira apenas para fins alimentares e quer também, ainda em 2022, criar um composto biodegradável, utilizando todas as sobras da bananeira, como forma de compensar os agricultores e manter a qualidade da produção da bananeira.
“Tínhamos de procurar inovar e verifiquei que na bananeira havia um desperdício de matéria-prima e que poderíamos inseri-la numa lógica de economia circular e aproveitá-la para vários produtos”, incluindo produzir papel e embalagens biodegradáveis e para têxtil, através das fibras, e criar uma linha de souvenirs, além do uso na vertente alimentar e para composto, salienta este responsável.

João Petito explica que o palmito era consumido na Ásia para fins medicinais, contudo nunca foi comercializado.
Para produzir o alimento para conserva é necessário, primeiro, cozê-lo, de forma a eliminar o ácido cianídrico, presente em alguns alimentos, como a mandioca, mas que não é recomendável para consumo.
“Nós estamos agora numa fase de aperfeiçoamento, porque quanto mais tempo dermos de cozimento, o que é importante para eliminar o ácido cianídrico, mais vai eliminar também o valor nutricional do palmito, e isso também não interessa. Por isso, temos de ajustar o tempo de cozedura, e isso é uma fase que demora. Tenho de fazer testes para chegar ao nível em que sei que eliminei o ácido cianídrico na totalidade, mas ainda tenho o valor nutricional do alimento”, frisa.

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