Aconsultora tecnológica de origem portuguesa Noesis, fechou 2025 com um valor histórico de 82 milhões de euros em volume de negócios, o que representa um crescimento de 8,6% face ao ano anterior.
A empresa, que foi adquirida pela espanhola Altia em 2020, num negócio que custou cerca de 14 milhões de euros, encontra-se agora mais próxima de atingir o seu objetivo de uma faturação de 100 milhões de euros até 2027.
Ao Jornal Económico (JE), Luís Castro, CFO da Noesis, afirmou que estes resultados foram impulsionados pela “dinâmica comercial, alicerçada em fortes laços de confiança mútua, quer com os nossos clientes, quer com os parceiros tecnológicos”.
Para o CFO a empresa tem “demonstrado uma capacidade de estabelecer relações sólidas e duradouras” com os clientes e de apresentar uma “capacidade consistente de crescimento”.
A Noesis disponibiliza serviços que cobrem “praticamente todas as necessidades de IT”, ao desenvolvimento de software, às novas tecnologias de IA e automação, à cibersegurança.
Numa altura em que a área da tecnologia tem ganho cada vez mais peso, a Noesis tem “conseguido manter um negócio sólido”, sustentado por “uma procura crescente por soluções tecnológicas”.
A empresa tem registado uma elevada procura pelos seus serviços de cibersegurança, contudo as áreas de integração aplicacional e middleware também têm crescido, “num cenário em que a adoção da IA acelerou exponencialmente o número de aplicações e ferramentas nas empresas”.
Para além do volume de negócios histórico superior a 80 milhões de euros, a empresa atingiu um resultado líquido recorde de 5,3 milhões de euros e um EBITDA consolidado de 7,3 milhões de euros. Já a autonomia financeira da empresa subiu para 22,8% no final de 2025.
No ano passado a empresa expandiu-se para a Guarda e Castelo Branco, com o intuito de descentralizar os seus escritórios e de forma remota desenvolver projetos para todos os mercados onde opera, que vão desde Portugal aos Emirados Árabes Unidos. Esta aposta permitiu “reforçar” a presença da empresa na Covilhã e em Proença-a-Nova, ao mesmo tempo que permitiu criar um hub de “talento no interior do país”.
Apesar de não estarem planeadas novas aberturas para este ano em Portugal, Luís Castro explica que a criação de hubs de talento regionais e de centros de competência descentralizados não se “cinge apenas a Portugal”, tendo previsto a abertura de um novo escritório em São Paulo.
Para este ano, a Noesis pretende “estabilizar, consolidar e maximizar o retorno dessas apostas”, sendo este um “ano chave” para atingir os seus objetivos em 2027.
Entre os seus objetivos está o de atingir os 100 milhões de euros em faturação, para tal a empresa vai trabalhar em vários pilares, desde a retenção de talento à consolidação das operações.
Luís Castro afirma que Portugal continua como a “principal operação” da empresa, que marca presença em oito mercados, tendo em 2025 sido um mercado com um “crescimento robusto” e superado os objetivos definidos. Nos mercados internacionais o plano da empresa no ano passado, passava por abrir num novo mercado, tendo o Dubai sido o escolhido. Esta abertura já permitiu que a empresa avançasse para Omã, onde tem agora os seus primeiros projetos. O conflito no Médio Oriente não estava nos planos, mas a empresa já adotou uma postura de maior prudência e de “maior atenção e apreensão”, uma vez que a sua estratégia passa por este mercado, onde já registou um abrandamento da atividade. Contudo, ainda não há alarmismos, uma vez que a operação “está a decorrer dentro do previsto”.
Noesis ultrapassa fasquia dos 80 milhões de euros em faturação
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Depois de atingir valores recorde em volume de negócios e lucro, 82 milhões e 5,3 milhões, respetivamente, este a ano a empresa esta focada em consolidar as apostas do ano passado.