A 28 de abril, Maryland foi o primeiro estado norte-americano a proibir os supermercados e os serviços de entrega de utilizarem dados pessoais dos clientes para definirem preços mais elevados. Contudo não inclui programas de fidelização e promoções ou alterações de preços com base nos custos da cadeia de abastecimento.
A prática é conhecida como pricing dinâmico ou de vigilância e permite que duas pessoas paguem preços diferentes pelo mesmo produto, na mesma loja, ao mesmo tempo. A Lei de Proteção contra Preços Predatórios que foi assinada pelo governador de Maryland, Wes Moore, a 28 de abril, entra em vigor a 1 de outubro.
“Numa altura em que a tecnologia consegue prever o que precisamos, quando precisamos, quando vamos pagar por isso e também quando vamos pagar mais, e numa altura em que vemos grandes empresas a utilizarem estas análises contra nós para obter lucros recorde, Maryland não está apenas a reagir. Maryland está a avançar porque vamos proteger o nosso povo”, disse o governador na assinatura da lei, citado pela imprensa.
Estão previstas multas de 10 mil dólares (8.500 euros), que podem subir aos 25 mil dólares (21.300 euros) em caso de reincidência, para aqueles que infringirem a lei.
Os estados do Colorado, Califórnia, Massachusetts, Illinois e Nova Jérsia estão a analisar legislação que tem como objetivo regular o pricing dinâmico, refere o The Guardian.
Maryland proíbe uso de IA na fixação de preços
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Uma investigação revelou que o pricing dinâmico levou a que o mesmo produto, na mesma loja, e comprado à mesma hora, tivesse uma diferença de preço até 23% para consumidores diferentes.