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Crise energética leva Grupo Vila Galé a encerrar dois hotéis em Cuba

Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo hoteleiro presente no país, revela que o cenário é imprevisível e pode mudar em qualquer altura.

O Grupo Vila Galé continua com duas unidades abertas e outras tantas encerradas em Cuba, mas o cenário é imprevisível, e pode mudar em qualquer altura, devido à suspensão das entregas de petróleo da Venezuela a Cuba.
A informação foi revelada à imprensa por Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador da empresa, à margem do congresso da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), que decorreu na Alfândega do Porto, entre os dias 11 e 13 de fevereiro.
“Neste momento temos ainda dois hotéis abertos, mas eles andam a rever os planos a todo o tempo e portanto, vão suspendendo e vão encerrando temporariamente. Para já, ainda temos dois, mas poderão vir a ficar temporariamente encerrados”, referiu.
Os hotéis que se encontram abertos são o Vila Galé Cayo Paredón e o Vila Galé Cayo Santa Maria, mas com a redução da operação canadiana, o administrador realça que “provavelmente vão concentrar noutros (hotéis), mas ainda não temos a resposta definitiva, portanto ainda pode ser que fique ou não aberto”.
Por agora, estão encerradas as unidades em Varadero e Havana. “Neste momento estão fechados dois, mas a situação pode inverter-se”, salientou.
As sanções dos Estados Unidos a Cuba estão a provocar um cenário de crise energética no país e que está a afetar o setor do turismo, fruto das dificuldades de combustível das operadoras aéreas, nomeadamente do mercado canadiano, do qual Cuba tem uma grande dependência.
“Está a haver algumas dificuldades com o combustível e por causa disso, os operadores canadianos ou uma parte suspenderam as operações e as viagens para Cuba, que tem uma dependência grande do mercado canadiano enquanto mercado emissor”, explicou o administrador.
Fruto desta, desta diminuição do número de turistas e desta dificuldade de combustível, a Ávoris, um dos principais operadores, e em conjunto com os grupos hoteleiros, estão a reorganizar os destinos e a concentrar as operações em alguns hotéis.
“Não há clientes, nem a capacidade de fazer chegar o combustível a todos e portanto, estão a fazer uma gestão por um lado energética e a minimizar o desperdício”, afirmou Gonçalo Rebelo de Almeida.
A 9 de fevereiro, o governo cubano revelou que as companhias aéreas que operam na ilha iam ficar sem combustível para aviões. As principais companhias aéreas afetadas são as americanas, espanholas, panamianas e mexicanas,
A 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem presidencial que ameaçava com tarifas aduaneiras os países que fornecessem petróleo a Cuba, alegando que a ilha representa um perigo para a segurança nacional do seu país, sem fundamentar.

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