- A indústria europeia queixa-se de custos energéticos estruturalmente mais elevados e de uma pressão regulatória crescente. Que resposta pode ser dada, a nível da UE, mas também dos Estados-membros?
A Europa tem de assumir que quer ter indústria e emprego industrial. Isso implica agir em duas frentes: custo da energia e simplificação regulatória. No plano europeu, precisamos de completar o mercado interno, em particular o da energia, reforçar interconexões, diversificar fontes e apostar em contratos de longo prazo que deem estabilidade de preços à indústria intensiva em energia. Os instrumentos de financiamento devem apoiar investimentos em eficiência energética e descarbonização que melhorem a competitividade.
Ponto central é também corrigir a forma como regulamos. Estados-membros e Comissão devem escrutinar as regras existentes e remover aquilo que funciona como barreira à inovação, à competitividade e ao investimento. Precisamos de um quadro regulatório exigente, mas simples e exequível, permitindo às empresas concentrar recursos em produzir e inovar. O objetivo não é redefinir metas, é criar condições para que a indústria as possa cumprir com sucesso.
“A Europa tem de assumir que quer ter indústria e emprego industrial”
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O chefe da Delegação do PSD no Parlamento Europeu garante que já há a consciência de que a Europa tem de agir rapidamente para não perder capacidade e económica e continuar a escorregar para a irrelevância, mas que são necessárias decisões. Até porque foi isso que os eleitores ecolheram em 2024.