As relações económicas entre Portugal e Angola estão no bom caminho, mas há espaço para melhorar e estabelecer verdadeiras parcerias entre as empresas e não se ficar apenas numa lógica de exportações. Este foi o denominador comum que prevaleceu no painel ”Angola –Portugal: a nova agenda económica e as oportunidades de parceria”, no DBA, que juntou Arlindo Chagas, PCA da AIPEX, Madalena Oliveira e Silva, PCA da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e João Traça, Presidente Câmara de Comércio e Indústria Portugal – Angola (CCIPA).
A presidente da AICEP foi perentória em assumir que entre os dois países “estamos com excelentes relações. Estamos convencidos de que as relações se vão aprofundar”.
Apesar de reconhecer que, durante este ano, Portugal desceu enquanto fornecedor de Angola, Madalena Oliveira e Silva referiu que “é preciso ter em conta que as nossas exportações até subiram nestes primeiros meses. Subiram percentualmente em relação ao período homólogo”.
A presidente da AICEP fez questão de salientar, numa mensagem para as empresas portuguesas, “que as exportações não são tudo, antes pelo contrário. Neste momento, temos de apostar – e nós estamos muito empenhados – na internacionalização que passa por uma presença mais estável e nas parcerias”. E destacou ainda que há setores, em que, Portugal e as empresas portuguesas “não só têm conhecimento como têm condições para estabelecer uma presença efetiva no mercado e aumentar como o setor agroalimentar”.
O PCA da AIPEX, Arlindo Chagas, também confirmou que “de uma de uma forma geral, as relações são boas, mas há sempre espaço para se melhorar. É nesta melhoria que colocámos o nosso enfoque”, lembrando que a linha de financiamento tem vindo a ser aumentada.
“Queremos investimento direto, queremos que as empresas invistam diretamente em projetos”, disse. E destacou que “a relação entre Angola e Portugal é mais do que conhecida. Portugal conhece bem Angola, conhece os investimentos de Angola. Ou seja, é o país indicado para poder apostar mais em Angola”.
O PCA da AIPEX realçou que há outros países que já tomaram dianteira face a Portugal no que se refere ao investimento em Angola “Por relações serem boas devemos aproveitar o espaço que temos para melhorar ainda mais. E é uma oportunidade para as empresas portuguesas investirem diretamente quer em projetos novos, quer em investimento de participações”.
Numa altura em que Angola tem apostado na diversificação da economia, o presidente do conselho de administração da AIPEX lembrou que “muitas vezes é dito que o setor não petrolífero é residual. Hoje o setor não prolífero já representa 36% do PIB portanto, não é assim tão residual como se diz”.
Caminho conjunto passa pelas parcerias
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Relações económicas entre Portugal e Angola estão bem, mas podem melhorar. Presidentes das agências responsáveis por captar investimento estrangeiro dizemq ue é importante ultrapassar a lógica de só exportar.