Angola tem todas as condições para ser um hub energético, não só para o país em si, mas para a parte do sul de África”, afirmou Edson dos Santos, presidente do conselho de administração da angolana Etu Energias, durante o debate sobre o novo ciclo do petróleo e do gás Angola, Também presente na discussão, moderada pelo jornalista André Cabrita-Mendes, o administrador executivo de Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Alcides de Andrade começou por dizer que os últimos sete a dez anos foram uma caminhada “para resolver problemas” na energia. “Tivemos, em Angola, um pico de produção de 1,9 milhões de barris de petróleo por dia em 2008, mas nos últimos anos temos visto uma quebra de produção e têm sido feitas diversas reformas para contrariar isso”. Oresponsável exemplificou com a atribuição de novos 50 blocos de concessões de petróleo como um dos caminhos percorridos.
Edson dos Santos, da empresa petrolífera privada Etu Energias, explicou a génese da empresa no mercado angolano. “Hoje trabalhamos sobre três A’s: o primeiro é o da agilidade. A Etu Energias trabalha de acordo com as melhores práticas mundiais do setor e visitar um nosso campo de operações é similar a visitar um campo de operações na Noruega, no Brasil, ou qualquer outra parte do mundo.”
O segundo é o ‘a’ de ambição, disse. “Saímos de uma produção de mil barris de petróleo para 24 mil barris e, em cinco anos, saímos de resultados negativos para lucro acima de 200 milhões de dólares. Por último, referindo-se ao terceiro ‘a’, de autenticidade da empresa, explicou: “Nós dizemos e fazemos, e isso dá-nos acesso a parcerias robustas que facilitam o crescimento da empresa.”
“Angola tem todas as condições de ser um hub energético para o sul de África”
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O petróleo e o gás natural ocupam um lugar de destaque na estratégia energética de Angola para o sul do continente africano.