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“Angola continua a ser um bom local para se poder investir”

Sebastião Gaspar Martins, Presidente da Sonangol falou sobre as oportunidades de investimento no país, o adiamento da entrada em bolsa da empresa e a estratégia para reforçar a independência energética de Angola.

“Angola continua a ser um bom local para se poder investir. Nós, a nível do nosso portefólio, temos oportunidades de investimento que, se forem do interesse de grande parte dos empresários aqui presentes [na conferência], podem fazê-lo”.
Sebastião Gaspar Martins apontou a Galp (ver texto na página 14 desta edição), mas destacou outras parcerias relevantes que a empresa da qual é administrador tem com Portugal, indicando o projeto desenvolvido com a Mota-Engil para reativar um estaleiro naval destinado à construção de embarcações para a indústria petrolífera: “Estamos com a Mota-Engil e vamos reativar um estaleiro naval para a construção de navios para a indústria petrolífera”, disse.
A respeito do futuro do setor energético angolano, Sebastião Gaspar Martins apontou como prioridade o reforço da capacidade nacional de refinação. No seu entendimento, a decisão do Governo de Luanda de prosseguir com a construção de novas refinarias permitirá reduzir a dependência das importações de combustíveis, aumentar a criação de valor no país, gerar emprego e reforçar a estabilidade económica. Nesse âmbito, o administrador defendeu a valorização económica local, através da colaboração entre empresas angolanas e parceiros internacionais: “Só estaremos mais fortes se nos associarmos a outras empresas que possam acrescentar aquilo que já fazemos. Empresas estrangeiras ou nacionais são bem-vindas”, afirmou.
Questionado sobre a entrada da Sonangol em bolsa, Confirmou que o objetivo de alienar até 30% do capital se mantém, mas recusou avançar um calendário, garantindo que isso não acontecerá este ano: “Queremos alienar até 30% em bolsa. Será feito no momento certo”, disse.

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