La Mora congratulou a banca pela rentabilidade positiva, mas diz que os montantes pagos aos investidores “ficam aquém dos pares” a nível global. “Se não tiverem essas opções de crescimento orgânico, deviam aumentar o ‘payout’ aos acionistas”, diz.
Destacou que “o custo do risco de crédito dos bancos portuguese é muito baixo”, ao mesmo tempo que o rácio de capital (CET1) de 19%, em média é “o mais elevado entre os bancos globais”, disse. “Penso que são excelentes notícias, mas também uma oportunidade”, disse. “Uma oportunidade porque, obviamente, 19% é demasiado elevado. Mostra que existe um excesso de capital no sistema. Se descerem para 13%, que é o rácio de CET1 dos bancos espanhóis, irão gerar um excesso de capital CET1 de cerca de 10 mil milhões de dólares, que, traduzido em ativos, corresponderia a cerca de 200 mil milhões de dólares, metade do tamanho do sistema bancário em Portugal e cerca de 50% do vosso PIB”, defende. “Portanto, o excesso de capital é claramente uma oportunidade”, reforçou.
Banca tem 10 mil milhões de excesso de capital
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A almofada de capital que os bancos portugueses acumulam, que supera largamente os requisitos legais, deveria ser usada para investir em indústrias críticas, defendeu Fernando de La Mora, co-líder global de Serviços Financeiros da Alvarez & Marsal Espanha.